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II Maratona BTT – Viana do Castelo

Ao longo deste ano, devido às condições atmosféricas, ao cansaço ou à falta de vontade, a bicicleta tem gozado uns bons períodos de folga. Assim, cerca de um mês após a última saída de bicicleta (na altura apenas para um pequeno passeio), surgia um novo desafio: a maratona de Viana do Castelo. Apesar de estar inscrito na maratona, a falta de treino aconselhava a optar pela meia-maratona e a fazê-la em ritmo bem moderado. O desconhecimento da zona também fazia aumentar a expectativa. Já tínhamos andado por lá aquando da Rota do Cavalo Selvagem e a experiência, tal como as paisagens e os trilhos, deixara boas recordações.
maratonaviana.jpg À hora prevista estávamos a levantar os dorsais e as recordações e prontos para a partida. No entanto, esta atrasou-se um pouco e só aconteceu bem próximo das 10:30h. Nessa altura o calor já se fazia sentir e as perspectivas eram de muito calor. O arranque foi dado e o grande pelotão dirigiu-se logo para o Monte de Santa Luzia. Apesar de longa, esta subida feita em estrada não é das mais difíceis e serviu para alongar um pouco o pelotão, diminuindo os engarrafamentos nas partes mais complicadas. Depois de passar o Santuário, o percurso ainda subia mais um pouco até uma viragem à esquerda onde começaram os trilhos em terra batida que se mantiveram quase até final. Estes foram bem escolhidos mas, devido ao calor, estavam muito secos e gerava-se muito pó, principalmente nas descidas mais rápidas.
As paisagens eram fantásticas, os caminhos eram “durinhos” e o calor começava a apertar, mas encontrei facilmente o meu ritmo e estava a andar confortavelmente. O mesmo não se passava com outros betetistas que começavam a apresentar dificuldades devido ao calor e, principalmente, devido à falta de água. Esta foi a maior falha da organização. Com temperaturas muito altas, não existiam abastecimentos de água intermédios e, no local marcado para reforço alimentar, a água esgotou, deixando muitos participantes desesperados. Esta falha foi gravíssima mas infelizmente não foi a única. Em termos de organização, este foi certamente o pior evento do género em que participei até hoje. Isto é duplamente lamentável pelo facto de ser uma organização “supostamente” profissional e pelo excelente percurso e paisagens que proporcionava. Estes aspectos serão levados em conta em possíveis participações futuras neste evento.

II Rota do Cavalo Selvagem

Rota do Cavalo SelvagemA Rota do Cavalo Selvagem já vai na segunda edição, mas foi a primeira vez que participei neste evento organizado pela Singletrack. O conhecimento deste passeio chegou-me através de um mail do António, que é um habitué destas andanças e um dos responsáveis pela minha escolha de bicicleta. Tinha-me cruzado com ele no "Azenhas do Neiva" na altura em que andava em processo de escolha e, se já andava de olho na Trek Fuel EX5, quando a vi nesse passeio fiquei quase convencido. Por acaso descobri o site do António e entrei em contacto com ele. Dado as boas referências que ele me deu da bicicleta, acabei por comprá-la. Apesar de nos correspondermos regularmente por mail, ainda não nos conhecíamos pessoalmente e, por isso, este passeio também serviu para isso.

Rota_Cavalo_SelvagemQuanto ao passeio, começou bem. O início foi feito com a subida até Santa Luzia, que já tinha feito anteriormente e que me agrada bastante. Depois de uma paragem em frente ao santuário para as fotos da praxe, continuámos a subir, rumo ao Parque Eólico, onde deveríamos avistar os cavalos selvagens. De facto, assim foi! Após uns quilómetros de algum esforço, compensados pelas fabulosas paisagens que se obtêm sobre a serra e a costa, pudemos apreciar vários exemplares dos referidos animais. Apesar de ser maioritariamente em subida, a maior dificuldade não foi o relevo, nem sequer o piso que até era bastante regular. O forte vento que se fazia sentir, quase sempre de frente, além de dificultar a progressão, arrefecia bastante os músculos e desaconselhava paragens para apreciar as vistas.

Rota_Cavalo_SelvagemDepois de vaguear um pouco pela serra e ver os equídeos, era altura de descer. A descida foi longa e teve partes espectaculares, com saltos e partes muito técnicas. Após uns bons minutos de descida a alta velocidade chegámos a Vila Praia de Âncora e, a partir daí, o percurso foi muito diferente mas igualmente espectacular. A parte final do passeio foi feito junto ao mar, por trilhos de enorme beleza paisagística, complementados desta vez por um vento pelas costas que ajudava a progredir quase sem esforço. Assim, chegámos a Viana pouco depois das 14 horas e não muito desgastados, pois no dia seguinte haveria novo passeio. Quanto a este, além de termos conhecido novos percursos, conhecemos também mais alguns entusiastas do pedal que pretendemos acompanhar em próximas aventuras.

IV Raid BTT de Barroselas

Num Domingo solarengo, bem cedo, fiz o trajecto normal dos dias da semana, mas desta vez não era para trabalhar. Apesar de nunca ter participado nos raides organizados pelo Barroselas Bike Team (BBT), tinha boas referências desses eventos. Como habitualmente, encontram-se alguns conhecidos destas andanças e aproveitam-se os instantes antes da partida para conversara um pouco, porque depois nem sempre é possível.

IV Raid BTT de BarroselasPor volta das 9h foi dada a partida e depois de uma pequena volta de reconhecimento pela Vila de Barroselas, começamos a subir acentuadamente os montes das redondezas. Dado que não tinha o mínimo conhecimento do percurso, optei por uma abordagem cautelosa. No final dessa longa e íngreme subida esperava-nos uma perigosa descida, onde muitos se viram obrigados a desmontar. Nem sempre subir é o mais difícil! O percurso apresentava grandes dificuldades que obrigavam a alguma contenção na sua abordagem mas, por outro lado, presenteava-nos com magníficas paisagens e com trilhos espectaculares. Entre estes destaca-se um troço do percurso por entre as vinhas da Quinta Solar de Merufe, findo o qual os betetistas tinham o habitual reforço, complementado desta vez com uma prova do vinho produzido pelos vinhedos que tinham contornado momentos antes. A partir daí ainda nos esperavam mais algumas dificuldades até regressar a Barroselas, mas com maior ou menor esforço e com muita diversão pela variedade de trilhos apresentada, acabámos por alcançar o objectivo final. Apesar de serem apenas 35 kms, a elevada dificuldade dos desníveis fez com que a média fosse baixa e a hora de chegada um pouco tardia, relativamente às previsões iniciais. Contudo, pela variedade e beleza dos trilhos escolhidos, é um evento a repetir.

Oratória “O Messias” de G. F. Haendel

Oratória "O Messias" - HaendelPor altura das festividades de Natal e Passagem de Ano são mais frequentes os eventos culturais que vão escasseando durante o resto do ano. Neste âmbito, no dia 21 de Dezembro. desloquei-me à Igreja do Convento de São Domingos, em Viana do Castelo, para assistir a uma apresentação de alguns excertos da Oratória “O Messias” de Haendel, a cargo da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e o Coro da Academia de Música de Viana do Castelo. O concerto foi dirigido pelo maestro Juliàn Lombana e contava com a participação de quatro solistas. No total, entre cantores e músicos, estavam em palco mais de cem intérpretes. Apesar do frio que se fazia sentir, a adesão do público foi massiva e a igreja encontrava-se completamente cheia ficando mesmo muitas pessoas em pé e aconchegadas em espaços laterais menos apropriados para o efeito. Provavelmente a presença de familiares dos intérpretes contribuiu fortemente para a moldura humana registada.

G. F. HaendelEsta obra foi composta por Haendel no Verão de 1741 e estreada em Dublin no ano seguinte. Apesar de ser alemão, o autor utilizou um libreto inglês para escrever esta oratória baseada em cenas bíblicas. A obra está dividida em três partes – Nascimento, Morte e Ressureição de Cristo ou Natal, Páscoa e Pentecostes – sendo cada uma dela composta por várias Árias, Recitativos e Coros. As cinquenta e três partes desta oratória foram compostas em vinte e quatro dias e a sua execução integral prolonga-se por várias horas. De entre as várias partes da obra destacam-se alguns coros, entre os quais o “Aleluia” – provavelmente a música religiosa mais conhecida de todos os tempos. A partitura original da obra continha apenas instrumentos de corda, trompetes e tímbales. No entanto, o próprio Haendel elaborou vários arranjos diferentes, consoante a ocasião e o local onde seria apresentada, incluindo novos instrumentos. Mais tarde, W. A. Mozart apresentou também uma orquestração desta obra, acrescentando ainda mais alguns instrumentos. Curiosamente, muitos maestros preferem a orquestração deste em detrimento das do autor por a considerarem mais rica.