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IV Passeio de BTT da Silva

Mais uma agradável manhã de Domingo e mais um não menos agradável passeio de bicicleta pelos montes das redondezas. Dada a proximidade do local de partida, bastou sair de casa vinte minutos antes da partida para chegar bem a tempo da mesma. A organização já tinha providenciado os dorsais e lembranças no dia anterior e, por isso, foi só aparecer no local à hora marcada, com vontade de pedalar e conviver um pouco. No ano anterior, este evento tinha revelado alguns trilhos desconhecidos e sem grande dificuldade física. Para esta edição esperávamos mais do mesmo.

4º Passeio BTT da SilvaComo no dia anterior já tínhamos feito um passeio, optámos por um ritmo moderado no início deste. Dado que o percurso era conhecido, deu para gerir melhor as energias e poupar um pouco antes das subidas. Assim, até chegar ao abastecimento e aos esperados bolos (combustível anímico), limitámo-nos a seguir um trajecto que, curiosamente, tínhamos efectuado uma semana antes num pequeno treino de preparação. Depois da pausa para abastecer e descansar um pouco, pensávamos que teríamos novos caminhos ou trilhos desconhecidos, mas tal não aconteceu. Até final, o percurso já era todo conhecido. Isto fez com que a longa descida do monte, desde São Gonçalo até São Fins, fosse feita a um ritmo pouco recomendável e por vezes arriscado. Pouco depois, sem grandes percalços estávamos novamente na Silva e de regresso a casa onde chegámos ainda antes do meio-dia (bem cedo para o habitual). Em suma, foi um passeio entretido em que fica alguma pena por não ter apresentado nenhum troço novo, o que também começa a não ser fácil dado o conhecimento que já vamos tendo dos montes cá da zona.

3ª Maratona do Porco Assado

3ª Maratona do Porco AssadoDepois de, no ano anterior, me ter estreado em passeios de BTT organizados, na 2ª edição deste evento, este ano não podia faltar. Na edição anterior encontrava-me muito bem fisicamente e optei pela Maratona, completando cerca de 80 kms. No entanto, no final, a Withney ficou em muito mau estado. Este ano estava melhor servido em termos de bicicleta mas a parte física não estava tão boa. Por volta das 9 horas, já estava tudo pronto para a partida, com calor e boa disposição à mistura. Lá estavam, como habitualmente, muitas caras conhecidas e, antes de começar a pedalar, ainda deu para colocar a conversa em dia.

A prova começou com um passeio pelas ruas da freguesia, desta vez maior que o anterior, passando por algumas localidades vizinhas, até regressar ao local de partida e partir definitivamente para os caminhos e carreiros nos montes barcelenses. Depois da parte inicial um pouco diferente, o percurso realizado pelos montes era muito semelhente ao do ano anterior, apesar deste já não se encontrar muito claro na memória. Só quando chegava às subidas mais duras é que me lembrava de já ter estado ali. E eram algumas…

3ª Maratona do Porco Assado - Silva 2008Como a minha forma física não era a mesma e, contrariamente ao que acontecera  no ano anterior, o dia seguinte era de trabalho, desta vez optei pela Meia-maratona. Assim, nos Feitos optei pelo percurso mais curto e fiquei a conhecer novos percursos, nomeadamente umas descidas bem interessantes em Santa Leocádia. Pouco depois estava de regresso à Silva e, embora as pernas dessem para mais um pouco, foi melhor ficar apenas por esta parte, senão o dia seguinte seria muito complicado. Desta forma, deu para desfrutar do passeio e ficar em condições de trabalhar normalmente. Mais uma vez, a organização esteve impecável e fica desde já prometida nova participação para o próximo ano.

7º Passeio de Cicloturismo da Silva

Passeio de Cicloturismo da Silva 2008À semelhança de anos anteriores, no passado dia 25 de Abril, participei no passeio cicloturístico da Silva que, como habitualmente, liga esta freguesia ao farol de Esposende. Logo pela manhã, um enorme aglomerado de cicloturistas partiu da sede do Núcleo Desportivo da Silva e, escoltado pela polícia e por alguns motards dos Motogalos, rumaram ao litoral. Este passeio não tem qualquer caracter competitivo e é realizado a um ritmo bastante baixo. O importante é a participação de todos e o convívio. Por isso, é comum a presença de muitas crianças, alguns jovens de idade mais avançada e um número significativo de mulheres. O percurso é sempre por estrada, com óptimo piso e com desníveis pouco acentuados. A maior dificuldade é pedalar dentro de um grupo tão grande a um ritmo tão baixo. Consoante o desnível do percurso, alguns elementos menos experientes alteram muito o seu ritmo e isso causa algumas perturbações e, por vezes, provoca atrapalhações e até algumas quedas. Na chegada a Esposende, como habitual, fomos presenteados com um lanche e mais alguns momentos de convívio.

Passeio Cicloturismo SilvaNo regresso, já sem pelotão, optámos por um percurso diferente. Dado que, em termos físicos, ainda estávamos bem frescos, escolhemos um percurso mais exigente. Em Creixomil, efectuámos um desvio com algumas subidas, até Santa Leocádia. No final da manhã já estávamos de regresso a casa e com a tradição do 25 de Abril cumprida. Este passeio conta já com alguns anos e já se tornou um ponto de encontro e confraternização entre os que têm o gosto e algum prazer em pedalar. Foi a minha terceira ou quarta participação e, certamente, muitas mais se seguirão.

3º Passeio de BTT da Silva

3º Passeio BTT da SilvaDepois de uns tempos de abrandamento na dedicação aos passeios de bicicleta, em parte provocados por uma nova lesão no joelho esquerdo, voltei a participar num evento do género. Assim, numa manhã de Domingo bem fresca, lá estava eu e mais uns quantos habitués destas andanças, prontos para mais umas pedaladas. Depois da Maratona do Porco Assado e do Grande Prémio da Silva, era a minha terceira participação numa actividade organizada pela Núcleo Desportivo da Silva. Isto sem contar várias participações nos passeios de 25 de Abril até Esposende. Como vem sendo habitual, nota-se uma grande adesão dos betetistas a estas realizações. Mesmo sem qualquer tipo de prémio, o convívio saudável entre os participantes atrai muitos jovens.

O passeio teve início junto à sede do N.D.S. e, após um pequeno passeio de reconhecimento pelas estradas da freguesia, rumou aos montes circundantes. Nos primeiros quilómetros, a principal dificuldade foi a grande concentração de participantes que provocou algumas paragens, em consequência dos engarrafamentos verificados nas passagens mais estreitas. Depois de entrar verdadeiramente no monte e realizar algumas subidas, os espaços aumentaram e a cadência podia ser mais regular. O percurso tornava-se cada vez mais agradável, principalmente por não ser de elevada exigência física nem técnica. Por volta do décimo quilómetro surgiu a primeira verdadeira dificuldade: uma longa subida perto do Penedo do Ladrão. Pouco depois começava a dura subida para São Gonçalo, que era o ponto mais alto do percurso. Após a passagem no alto, começou a melhor parte de todo o passeio. A descida já me era familiar, mas devido ao receio de quedas, nunca a tinha apreciado devidamente. Foi uma descida espectacular, onde até deu para esboçar uns saltos, de início tímidos, mas cada vez mais entusiasmados. Quando terminou a descida, contrariamente ao normal, não senti a incómoda “dor de burro”. Nunca esta descida me tinha parecido tão curta!

BTT - Descendo o monte de São GonçaloA segunda parte do passeio foi maioritariamente a descer e, por isso, pouco depois estávamos de regresso ao ponto de partida. Ainda não era sequer meio-dia e as pernas ainda se mostravam frescas. Até dava vontade de fazer uma segunda volta, pois os trinta quilómetros realizados pareceram bem menos. Apesar de ter sido classificado com um grau médio de dificuldade, e mesmo não estando em boa forma, o passeio foi bem agradável e não provocou grande desgaste. O único aspecto que alteraria no passeio seria a localização do reforço alimentar. A sua colocação a meio de uma subida bastante dura torna difícil o recomeço. De resto, mais uma excelente organização do N.D.S., como já vem sendo habitual.

XXVIII Grande Prémio de Atletismo da Silva

XVIII Grande Prémio de Ateltismo da SilvaEste ano tem sido rico em novas experiências desportivas e pessoais da minha parte. Participei em algumas provas de BTT realizadas nas redondezas (algo que nunca tinha feito) e fiz o Caminho Francês de Santiago em bicicleta. Dado que me encontrava em razoável forma física, resolvi inscrever-me na prova de atletismo organizada pelo Núcleo Desportivo da Silva. A prova já é uma tradicão local num dos primeiros Domingos de Outubro e, em tempos, chegou a reunir a maior parte dos atletas nacionais de topo. Actualmente está mais modesta, mas também mais popular. Na vertente competitiva ainda há a registar a presença de grandes figuras do atletismo português, como Fernanda Ribeiro ou Paulo Guerra, mas destaca-se a grande adesão de atletas amadores que correm pelo simples prazer de praticar desporto. As categorias de Veteranos contaram com uma enorme adesão e verificou-se também uma boa participação feminina.

Quando tinha onze ou doze anos ainda cheguei a participar em duas ou três provas de atletismo a nível escolar, mas depois disso nunca mais me dediquei à corrida, tendo optado por outro tipo de desportos. Para testar os efeitos de várias horas semanais dedicadas ao desporto, resolvi participar na prova da freguesia vizinha, sem objectivos competitivos. A minha participação tinha como único objectivo chegar ao final. Em termos de tempo, contava demorar cerca de uma hora a percorrer os pouco mais de 10 kms da prova, mas sem grandes preocupações relativamente a isso. Nem sequer levei relógio, para não me sentir pressionado e para correr ao meu ritmo, sem forçar. Assim, comecei na cauda do pelotão e corri a um ritmo em que me sentia minimamente confortável. À medida que os quilómetros iam passando, começava a sentir que chegaria ao final sem grandes dificuldades. Por volta das 11.15h, cerca de 45 minutos depois da partida, cheguei à meta e fiquei surpreendido com o tempo realizado, pois tinha a sensação de ter demorado bem mais. Em termos classificativos, fiquei em 141º lugar nos seniores masculinos (nada de relevante), mas senti-me satisfeito com a prestação e até fiquei com vontade de repetir mais vezes a experiência.

BTT – 2ª Maratona do Porco Assado

2ª Maratona do Porco Assado - Cartaz
No passado dia 10 de Junho, realizei a minha primeira prova de BTT mais a sério. Normalmente, faço alguns passeios de bicicleta mais longos, mas nunca me tinha envolvido numa prova organizada, onde participassem muitos entusiastas do pedal. Assim, a minha estreia neste tipo de evento ocorreu bem perto de casa. Num Domingo primaveril, a Silva acolheu cerca de duzentos betetistas para a sua 2ª Maratona do Porco Assado. Esta prova não tem um cariz competitivo muito vincado, serve sobretudo para um passeio pelos montes vizinhos e para um convívio final em torno do motivo que lhe dá o nome. Os prémios são sorteados e não atribuídos em função do desempenho. Mesmo assim, muitos ciclistas apresentaram-se à partida com vontade de obter um bom resultado. O meu objectivo era essencialmente participar e verificar a minha preparação para um evento deste género.

Como se tratava da minha primeira participação numa prova, optei por uma abordagem calculista e cautelosa. Comecei na cauda do pelotão e aí me mantive enquanto este realizava um pequeno passeio pelas ruas da Silva. Só na primeira subida comecei a passar alguns ciclistas mais lentos. Porém, na dura subida para o Seminário, ultrapassei mais alguns que acusavam a dureza da primeira dificuldade mais séria da etapa. Depois foram muitos quilómetros a subir e descer montes, que obrigaram a uma atenção redobrada, dado que nesta altura ainda se circulava em grandes grupos. A prova estava a correr bem e até ao primeiro reforço alimentar senti-me muito bem. A partir daqui, a extensão e a dureza do percurso começava a fazer uma selecção cada vez mais rigorosa dos grupos que se formavam e estes eram cada vez de menor dimensão. Por volta dos 35 kms, estava colocado um novo posto de controlo onde se fazia a separação dos percursos. Para o mais curto seriam apenas mais uns 10 kms até ao final. Para a prova mais longa estava próximo o meio do percurso. Como me encontrava bem, optei pela segunda hipótese. No entanto, a partir deste ponto as coisas seriam radicalmente diferentes. Os ciclistas com que me cruzava eram escassos. Era difícil apanhar a roda de alguém.

Depois de ultrapassar a maior dificuldade – a subida a São Gonçalo – comecei a sentir alguma fraqueza, mas não tinha alimentos nem água comigo. Ansiava pelo próximo reforço mas este nunca mais chegava. Para agravar a situação nada agradável em que seguia, juntamente com outro betetista, perdemo-nos e além do esforço suplementar a que fomos obrigados, perdemos ainda alguns lugares e bastante tempo na classificação, o que era menos importante. Quando chegámos ao reforço pensávamos que éramos os últimos pois não se vislumbrava ninguém para trás. Nesta paragem recuperei forças e, daqui até final, foi quase um passeio, apesar de algumas dificuldades que o relevo nos ia apresentando. Quando cheguei à meta, quase seis horas depois da partida, pensei ter sido o penúltimo. Uns dias depois pude verificar que ainda chegaram mais alguns depois de mim. O meu objectivo era apenas terminar e esse foi conseguido. Por outro lado, a minha companheira desta e de outras aventuras voltou a ficar num estado pouco recomendável. Além das folgas que se vão acentuando em cada nova aventura, desta vez chegou ao final sem travões e com um raio partido. Nada que manche o seu rico historial! Por muitas bicicletas que venha a ter, duvido que alguma venha a ter o nível de desempenho desta.