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Caminho Português de Santiago – 2010

O regresso aos Caminhos de Santiago foi feito onde tudo começou há quatro anos atrás: no Caminho Português de Santiago. Porém, desta vez o percurso foi um pouco mais extenso. Em vez de começar bem perto de casa, optei pelo Porto para iní­cio da jornada. Junto à  Sé Catedral do Porto arranquei para uma longa aventura que ultrapassou os 250 kms. Para mim era a terceira experiência do género, mas com várias diferenças para as anteriores. As mais notórias foram a companhia – em vez do Nélson, foi o Miguel – e a companheira – a Withney foi substituída pela Trek. Apesar de algumas peripécias e imprevistos, o balanço final é bastante positivo e já se esboçam planos para novos empreendimentos do mesmo tipo.

Caminho de Santiago 2010Dado que a primeira vez que fiz o Caminho não tinha sido muito longínqua, ainda me recordava razoavelmente bem do percurso, em particular de alguns sítios e localidades mais interessantes. O trajecto principal mantém-se apenas com algumas ligeiras variações no percurso, sendo as mais notórias ao nível do piso. Alguns troços que antes eram em terra ou em empedrados muito irregulares foram repavimentados em alcatrão ou cimento, diminuindo consideravelmente o ní­vel de dificuldade dessas partes. O percurso é feito maioritariamente em caminhos rurais e estradas secundárias, sendo pouco frequente encontrar outros veículos em pleno percurso, à  excepção das passagens pelas localidades. Relativamente às edições anteriores verificou-se uma pequena mas valiosíssima inovação: uma campainha. A utilização deste pequeno acessório poupou-nos muito tempo e muitos esforços quando era necessário avisar os peregrinos da nossa aproximação e passagem.

O Caminho Português continua a apresentar excelente sinalização, sendo praticamente impossí­vel alguém se perder. As únicas excepções a esta regra são as passagens por algumas localidades espanholas de maior dimensão, onde as setas amarelas se encontram menos expostas ou obstruídas por outros elementos. O percurso completo foi realizado em três etapas, sendo esta distribuição a ideal. Contudo, é possí­vel efectuá-lo num par de dias, embora neste caso não se possa usufruir do muito que o Caminho nos oferece.

Caminho Português de Santiago – Dia 1: Porto – Carapeços

Caminho Português de Santiago – Dia 2: Carapeços – Porriño

Caminho Português de Santiago – Dia 3: Porriño – Santiago de Compostela

Caminho Francês de Santiago – Resumo

Em jeito de balanço, fica aqui um resumo da grande aventura que realizámos durante a semana da Páscoa, percorrendo o Caminho Francês de Santiago, superando várias dificuldades e o cansaço de tão longa jornada.

 

Castrojeriz

Prólogo: 3 de Abril de 2007

Burgos – Castrojeriz
Distância: 43 Kms
Duração: 2:00
Locais de interesse: Burgos, Rabe de las Calzadas, Ruínas de S. Miguel, Catrojeriz

 

Planícies de Castela

1ª Etapa: 4 de Abril de 2007

Castrojeriz – León
Distância:
143 Kms
Duração: 8:00
Locais de interesse: Fromista, Carrión de los Condes, Sahagún, Mansilla de las Mulas, León

 

Palacio Gaudi - Astorga2ª Etapa: 5 de Abril de 2007

León – Villafranca del Briezo
Distância:
135 Kms
Duração: 7:30
Locais de interesse: Hospital de Órbigo, Astorga, Rabanal del Camino, Foncebadón, Cruz de Ferro, Molinaseca, Ponferrada, Villafranca del Briezo

 

O Cebreiro3ª Etapa: 6 de Abril de 2007

Villafranca del Briezo – Portomarín
Distância:
94 Kms
Duração: 7:00
Locais de interesse: O Cebreiro, Triacastela, Sarria, Portomarín

 

Santiago de Compostela4ª Etapa: 7 de Abril de 2007

Portomarín – Santiago de Compostela
Distância:
92 Kms
Duração: 6:00
Locais de interesse: Palas de Rei, Melide, Arzua, Monte do Gozo, Santiago de Compostela

 

Tuy5ª Etapa: 8 de Abril de 2007

Santiago de Compostela РCarape̤os
Distância:
182 Kms
Duração: 9:00
Locais de interesse: Pontevedra, Tuy, Valença, Ponte de Lima

 

No total, foram percorridos cerca de 700 kms, passando por todo o tipo de terrenos, desde caminhos com muita lama, pedras e neve, até excelentes vias rápidas. Passámos cerca de 40 horas a pedalar, realizando médias a rondar os 18 kms/h. Em termos de avarias, as bicicletas portaram-se impecavelmente já que não foi registada qualquer avaria. Nós também não nos portámos muito mal, pois também não houve nenhuma queda, nem sequer enganos no percurso – a experiência começa a notar-se! Resumindo, apesar das dificuldades com que nos deparámos, era difícil que esta aventura tivesse corrido melhor. Foi uma enorme aventura que vai deixar saudades e que já abriu perspectivas para outras.