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3ª Maratona do Porco Assado

3ª Maratona do Porco AssadoDepois de, no ano anterior, me ter estreado em passeios de BTT organizados, na 2ª edição deste evento, este ano não podia faltar. Na edição anterior encontrava-me muito bem fisicamente e optei pela Maratona, completando cerca de 80 kms. No entanto, no final, a Withney ficou em muito mau estado. Este ano estava melhor servido em termos de bicicleta mas a parte física não estava tão boa. Por volta das 9 horas, já estava tudo pronto para a partida, com calor e boa disposição à mistura. Lá estavam, como habitualmente, muitas caras conhecidas e, antes de começar a pedalar, ainda deu para colocar a conversa em dia.

A prova começou com um passeio pelas ruas da freguesia, desta vez maior que o anterior, passando por algumas localidades vizinhas, até regressar ao local de partida e partir definitivamente para os caminhos e carreiros nos montes barcelenses. Depois da parte inicial um pouco diferente, o percurso realizado pelos montes era muito semelhente ao do ano anterior, apesar deste já não se encontrar muito claro na memória. Só quando chegava às subidas mais duras é que me lembrava de já ter estado ali. E eram algumas…

3ª Maratona do Porco Assado - Silva 2008Como a minha forma física não era a mesma e, contrariamente ao que acontecera  no ano anterior, o dia seguinte era de trabalho, desta vez optei pela Meia-maratona. Assim, nos Feitos optei pelo percurso mais curto e fiquei a conhecer novos percursos, nomeadamente umas descidas bem interessantes em Santa Leocádia. Pouco depois estava de regresso à Silva e, embora as pernas dessem para mais um pouco, foi melhor ficar apenas por esta parte, senão o dia seguinte seria muito complicado. Desta forma, deu para desfrutar do passeio e ficar em condições de trabalhar normalmente. Mais uma vez, a organização esteve impecável e fica desde já prometida nova participação para o próximo ano.

BTT – 2ª Maratona do Porco Assado

2ª Maratona do Porco Assado - Cartaz
No passado dia 10 de Junho, realizei a minha primeira prova de BTT mais a sério. Normalmente, faço alguns passeios de bicicleta mais longos, mas nunca me tinha envolvido numa prova organizada, onde participassem muitos entusiastas do pedal. Assim, a minha estreia neste tipo de evento ocorreu bem perto de casa. Num Domingo primaveril, a Silva acolheu cerca de duzentos betetistas para a sua 2ª Maratona do Porco Assado. Esta prova não tem um cariz competitivo muito vincado, serve sobretudo para um passeio pelos montes vizinhos e para um convívio final em torno do motivo que lhe dá o nome. Os prémios são sorteados e não atribuídos em função do desempenho. Mesmo assim, muitos ciclistas apresentaram-se à partida com vontade de obter um bom resultado. O meu objectivo era essencialmente participar e verificar a minha preparação para um evento deste género.

Como se tratava da minha primeira participação numa prova, optei por uma abordagem calculista e cautelosa. Comecei na cauda do pelotão e aí me mantive enquanto este realizava um pequeno passeio pelas ruas da Silva. Só na primeira subida comecei a passar alguns ciclistas mais lentos. Porém, na dura subida para o Seminário, ultrapassei mais alguns que acusavam a dureza da primeira dificuldade mais séria da etapa. Depois foram muitos quilómetros a subir e descer montes, que obrigaram a uma atenção redobrada, dado que nesta altura ainda se circulava em grandes grupos. A prova estava a correr bem e até ao primeiro reforço alimentar senti-me muito bem. A partir daqui, a extensão e a dureza do percurso começava a fazer uma selecção cada vez mais rigorosa dos grupos que se formavam e estes eram cada vez de menor dimensão. Por volta dos 35 kms, estava colocado um novo posto de controlo onde se fazia a separação dos percursos. Para o mais curto seriam apenas mais uns 10 kms até ao final. Para a prova mais longa estava próximo o meio do percurso. Como me encontrava bem, optei pela segunda hipótese. No entanto, a partir deste ponto as coisas seriam radicalmente diferentes. Os ciclistas com que me cruzava eram escassos. Era difícil apanhar a roda de alguém.

Depois de ultrapassar a maior dificuldade – a subida a São Gonçalo – comecei a sentir alguma fraqueza, mas não tinha alimentos nem água comigo. Ansiava pelo próximo reforço mas este nunca mais chegava. Para agravar a situação nada agradável em que seguia, juntamente com outro betetista, perdemo-nos e além do esforço suplementar a que fomos obrigados, perdemos ainda alguns lugares e bastante tempo na classificação, o que era menos importante. Quando chegámos ao reforço pensávamos que éramos os últimos pois não se vislumbrava ninguém para trás. Nesta paragem recuperei forças e, daqui até final, foi quase um passeio, apesar de algumas dificuldades que o relevo nos ia apresentando. Quando cheguei à meta, quase seis horas depois da partida, pensei ter sido o penúltimo. Uns dias depois pude verificar que ainda chegaram mais alguns depois de mim. O meu objectivo era apenas terminar e esse foi conseguido. Por outro lado, a minha companheira desta e de outras aventuras voltou a ficar num estado pouco recomendável. Além das folgas que se vão acentuando em cada nova aventura, desta vez chegou ao final sem travões e com um raio partido. Nada que manche o seu rico historial! Por muitas bicicletas que venha a ter, duvido que alguma venha a ter o nível de desempenho desta.