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Maratona dos 5 cumes – 2012

5 cumes

Um ano depois, de volta aos 5 cumes, para verificar o estado das pernas. Apesar deste ano não ter investido muito tempo no BTT, nos últimos tempos dei algumas pedaladas para não fazer má figura neste "tradicional" evento cá do burgo. Também foi necessária uma grande operação de "restauro" da bicicleta – a idade não perdoa, nem nas máquinas.

Assim, com as pernas e a bicicleta num estado minimamente aceitável rumamos ao Estádio Municipal, onde começava e terminava mais uma grande aventura pelos caminhos do concelho. A meteorologia também quis participar e logo em grande! Durante a noite choveu torrencialmente, mas a manhã parecia apresentar condições razoáveis para andar por montes e vales. Ainda coloquei a hipótese de não ir, mas alguém se lembrou de me devolver o impermeável no dia anterior e, como tal, não tinha desculpa para não participar. Por isso, só restava uma opção: pés ao caminho e toca a pedalar!

Ainda junto ao estádio, à espera da partida, fomos presenteados com uma forte chuvada que serviu de aviso para o que se seguiria. O arranque decorreu com a habitual lentidão e os primeiros quilómetros em estrada decorreram em bom ritmo. Quando entramos nos caminhos que nos levaram aos montes mais altos da zona começaram as verdadeiras dificuldades. Além das muitas e difíceis subidas, as dificuldades abundavam e não davam qualquer momento de descanso. Nem nas descidas! A lama era tanta e o mau estado de alguns caminhos fez com que até as descidas fossem complicadas. Apesar de tudo isso, os primeiros três cumes fizeram-se com alguma naturalidade e quando cheguei à bifurcação onde optávamos pelos três ou pelos cinco cumes tinha algumas dúvidas na opção a tomar. Ora, em caso de dúvida escolhe-se a opção mais fácil. Desta vez não! É para os cinco!

Se até meio as dificuldades foram sendo superadas com maior ou menor dificuldade, a partir do meio, as dificuldades aumentaram e muito. Os caminhos tinham cada vez mais lama, o tempo cada vez mais instável, com fortes aguaceiros e muito vento, e as pernas a começarem a dar sinais de cansaço. E não eram as únicas! As descidas muito técnicas e com muita pedra foram massacrando os braços e ombros que já se ressentiam mais que as pernas. E até os travões já tinham visto melhores dias. As últimas descidas foram feitas com mais velocidade do que o recomendado, mas já não havia material nem clarividência para mais. Os últimos quilómetros foram custosos e o facto de ter passado perto de casa ainda me fez pensar em algo, mas por tão pouco, não valia a pena deixar tamanha empreitada por terminar. Assim, cerca de sete horas depois de arrancar, estava de volta ao local de partida e com mais algumas histórias para contar. E para o ano há mais!

Maratona dos 5 Cumes – 2011

Após um ano de ausência, provocado pelo temporal registado no ano anterior, regressei à mais emblemática prova de BTT da região. Para mim e para muitos outros entusiastas das bicicletas, é o ponto alto da época, motivando uma preparação especial e mais afincada. Dado que este ano a bicicleta tem saído pouco de casa, foi necessário algum treino intensivo para estar à altura do desafio. Assim, em Agosto e início de Setembro, sempre que a agenda o permitia, fazia uns treinos mais rigorosos. A bicicleta é que não gostou tanto desses esforços, ainda mais quando já não estava habituada a tal. Não foi por isso de estranhar que começasse a dar sinais mais que evidentes de desgaste. Claro que a idade, a quilometragem e os maus tratos que sofre (:-/) também contribuíram para isso. Uns dias antes da maratona a corrente cedeu e a pedaleira e restantes acessórios manifestaram sinais evidentes de desgaste. Uma ida às "urgências" resolveu temporariamente a situação e deixou-a em condições mínimas de desempenho.

Já desabituado destas andanças, lá me dirigi para o Estádio Cidade de Barcelos, onde seria dada a partida. Mesmos chegando cedo e dirigindo-me logo para a grelha de partida, já tinha largas centenas de entusiastas à minha frente. Uns minutos depois, tinha outros tantos ou mais atrás de mim. O arranque decorreu normalmente e os primeiros quilómetros, feitos em estrada, foram bastante rápidos e acessíveis. Quando entramos no monte começaram verdadeiramente as dificuldades. Além das irregularidades do terreno, o principal entrave ao bom decurso da prova estava na máquina. Para alguém que usa preferencialmente andamentos médios e pesados, o facto de não poder usar o prato médio na frente tornava pequenas subidas em curtos e potentes sprints ou em pedaladas demasiado leves que pareciam transformar uma pequena rampa numa interminável subida. Procurando ajustar os ritmos às características do terreno e sem abusar do físico e da máquina foram-se cumprindo os primeiros quilómetros.

Na descida de São Gonçalo aconteceu o único percalço do dia. Numa escolha errada de trilho, entrei numa vala e vi o chão aproximar-se muito rapidamente. Não cheguei a testar a dureza do solo, mas ouvi um estrondo na roda traseira, resultante da pancada que esta deu ao atravessar a vala. Parei, pensando que tinha rebentado o pneu e para verificar os estragos. Afinal foi só ruído e uma boa quantidade de ar que se escapou do pneu traseiro, mas sem mais quaisquer danos. Se até aí já tinha que ter cuidados com a máquina, a partir desse ponto os cuidados foram redobrados, principalmente nas descidas onde, devido à pouca pressão de ar, a roda traseira tentava curvar mais do que o necessário. A partir daqui, até ao final, tratou-se de um passeio calmo, dedicado a apreciar o percurso e os agradáveis abastecimentos, chegando ao final sem grande desgaste mas com satisfação pelo objectivo alcançado.

Caminho Português de Santiago – Dia 2: Carapeços – Porriño

Ponte de LimaO amanhecer prometia um belo dia de Verão e a etapa-rainha do Caminho Português esperava-nos! No dia anterior tinha sido um prólogo apenas para verificar o estado das pernas e da máquina. Agora começava o caminho a sério! E para começar bem, o melhor era começar cedo. Assim, às 7h já estávamos prontos para partir, desta vez em duo e bem carregados. Arrancámos em bom ritmo e, cerca de uma hora depois, estávamos a entrar em Ponte de Lima através da magnífica Avenida dos Plátanos. Apesar de ter muito para ver, como já conhecíamos bem a vila, não parámos muito tempo. Só o necessário para as habituais fotos e para encher o meu pneu traseiro que teimava em perder ar.

A passagem do rio Lima marca a entrada na parte mais interessante e mais dura do Caminho Português. Logo após a saída da vila o percurso começa a ser feito alternadamente em estradas secundárias, praticamente sem movimento de veículos, em caminhos rurais e em carreiros estreitos. Nesta fase do percurso notou-se uma grande diferença para as anteriores: o número de peregrinos era notoriamente superior. Grande parte deles opta por iniciar o seu caminho em Ponte de Lima. Esta presença mais assídua de caminhantes no percurso permitiu destacar a importância da aquisição mais importante para esta viagem: a campainha! Constantemente usada para alertar os peregrinos da nossa aproximação, este pequeno instrumento foi de uma utilidade extrema pelo tempo e esforços desnecessários que nos poupou.

Labruja - RubiãesOs quilómetros iam-se acumulando e a aproximação à mítica subida da Labruja fazia crescer o entusiasmo. Para abordar convenientemente esta dificuldade, fizemos uma pequena pausa antes da subida para descansar um pouco as pernas e recuperar algumas energias. A partir dessa paragem foi pedalar um pouco e carregar (muito) a bicicleta. As subidas sucedem-se e, se as primeiras são difíceis, as seguintes são cada vez piores. São muito íngremes e com um piso muito irregular. Se para quem caminha são complicadas, para quem carrega a bicicleta são quase brutais. Para minha sorte, alguém perdeu os óculos pelo caminho e não estava com muita vontade de os recuperar. Eu voluntariei-me para os procurar e com isso ganhei o direito a fazer a subida duas vezes (mas muito mais leve, pela troca de bicicletas). Terminada a subida, foi tempo de recuperar o fôlego e iniciar uma fantástica descida até Rubiães. Decididamente, esta é a parte mais marcante do percurso, tanto pela dureza da subida como pela espectacularidade da descida. A bárbara agressão de que fui alvo por parte de uma pedra pouco satisfeita por ter sido atropelada, foi o preço a pagar por tanto entretenimento.

Rio Minho - Valença - TuiUltrapassada a maior dificuldade do dia, era altura de uma nova pausa, desta vez maior, para o almoço. Um pequeno restaurante já na chegada a Valença foi a escolha para o efeito. Depois de reconfortado o estômago, arrancámos novamente e pouco depois já estávamos em solo espanhol. A travessia da ponte sobre o rio Minho é outro dos pontos de destaque, pelo seu simbolismo e pelas vistas que proporciona, quer de Valença, quer de Tui. Já no lado “estrangeiro”, somos surpreendidos com uma sucessão inesperada de rampas e escadarias dentro do centro histórico de Tui. A partir de Tui, o relevo deu-nos algum descanso, sendo o percurso maioritariamente plano, com partes muito agradáveis, cruzando pequenos rios através de caminhos serpenteantes no interior de bosques de uma agradável frescura e beleza. Também há partes menos interessantes, como as monótonas e intermináveis rectas do Polígono Industrial de Porriño.

CS2010_Tui2.JPGChegados a Porriño fizemos mais uma pequena pausa para fotos e descanso e ainda para planear o resto do dia. Já passava do meio da tarde e tínhamos de decidir onde terminaríamos o dia. Os planos apontavam para Redondela para as etapas ficarem equilibradas em termos de distância. No entanto, no albergue de Porriño fomos informados da escassez de vagas em Redondela. Como o albergue nos pareceu agradável e ainda tinha muitas vagas, optámos por este para pernoitar. Assim, depois de um grande dia de viagem, um banho refrescante e um delicioso jantar, era tempo de recolher aos dormitórios e descansar o máximo. O dia seguinte não aparentava ser mais fácil que este.

Caminho Português de Santiago – Dia 1: Porto – Carapeços

caminho_santiago_2010_007.JPGO dia começou com a viagem de carro para o Porto, onde chegamos por volta das 9:30. Depois de montar a bicicleta e arrancar em direcção à Sé Catedral, foi feito o necessário carimbo das credenciais. Após as fotos da praxe, para documentar a partida, teve então início a aventura rumo a Santiago. Os primeiros metros são assustadores para quem o faz sobre duas rodas. Uma sucessão de descidas vertiginosas, por entre ruas estritas com muitos degraus pelo meio, requerem grande atenção e alguma perícia. Como normalmente acontece nestes casos, a uma grande descida segue-se uma custosa subida, aqui agravada pelos peões e veículos que fazem uso regular da vias labirínticas do centro histórico da cidade. Antes de deixar a Invicta para trás, ainda figuram no roteiro mais alguns monumentos de relevo, destacando-se naturalmente a Torre dos Clérigos.

Após uma parte inicial animada pelas ruas e monumentos portuenses, o percurso torna-se menos interessante. As setas amarelas surgem a bom ritmo mas, devido ao carácter urbano do percurso, estão muitas vezes ocultadas por veículos ou outros objectos. Esta busca pelas setas orientadoras e o grande fluxo de trânsito típico dos arredores de uma grande cidade tornam este segmento do percurso no menos interessante do todo o caminho. Até passar Vilarinho, já perto de Vila do Conde, anda-se sempre em estradas, maioritariamente secundárias, mas relativamente movimentadas. Até chegar a Rates o cenário não se altera muito e, por isso, esta parte faz-se num curto espaço de tempo. Na vila de Rates já se justifica uma paragem mais demorada para apreciar o histórico e bem conservado casco urbano e até para uma visita ao Albergue de Peregrinos. À saída desta localidade atravessa-se pela primeira vez uma boa extensão de caminho rural por entre montes e terras de cultivo e fica-se com uma ideia do que será o caminho daqui em diante. Assim se chega até Pedra Furada, onde se volta a recorrer a estradas secundárias para chegar até Barcelos.

BarcelosA chegada a Barcelos é um dos pontos marcantes do Caminho. A entrada pela Ponte Medieval e o conjunto de monumentos que se segue, incluindo a Igreja Matriz e o Paço dos Duques, bem como o centro da cidade, convidam a uma paragem mais demorada, que até pode ser aproveitada para almoçar. Dado que já conhecia bem o local, e como não estava longe de casa, optei por seguir caminho e almoçar em casa. Antes ainda segui pelo Caminho até à Casa da Recoleta (o novíssimo albergue de peregrinos, em Tamel S. Pedro Fins). Esta última parte, feita novamente por caminhos em terra, quase sempre a subir, foi a parte mais dura do primeiro dia, mas nada de muito relevante.

Assim estava concluída a primeira etapa, sem grande esforço, até porque os alforges ficaram em casa e só seriam usados a partir do segundo dia. Nesta etapa não deu para sentir muito o espírito do Caminho pelo reduzido número de peregrinos com que me cruzei, o que também teve a ver com a extensão mais curta da mesma e o pouco tempo que demorou a realizar. Foi uma espécie de aquecimento para as duras etapas dos dias seguintes.

Caminho Português de Santiago – 2010

O regresso aos Caminhos de Santiago foi feito onde tudo começou há quatro anos atrás: no Caminho Português de Santiago. Porém, desta vez o percurso foi um pouco mais extenso. Em vez de começar bem perto de casa, optei pelo Porto para iní­cio da jornada. Junto à  Sé Catedral do Porto arranquei para uma longa aventura que ultrapassou os 250 kms. Para mim era a terceira experiência do género, mas com várias diferenças para as anteriores. As mais notórias foram a companhia – em vez do Nélson, foi o Miguel – e a companheira – a Withney foi substituída pela Trek. Apesar de algumas peripécias e imprevistos, o balanço final é bastante positivo e já se esboçam planos para novos empreendimentos do mesmo tipo.

Caminho de Santiago 2010Dado que a primeira vez que fiz o Caminho não tinha sido muito longínqua, ainda me recordava razoavelmente bem do percurso, em particular de alguns sítios e localidades mais interessantes. O trajecto principal mantém-se apenas com algumas ligeiras variações no percurso, sendo as mais notórias ao nível do piso. Alguns troços que antes eram em terra ou em empedrados muito irregulares foram repavimentados em alcatrão ou cimento, diminuindo consideravelmente o ní­vel de dificuldade dessas partes. O percurso é feito maioritariamente em caminhos rurais e estradas secundárias, sendo pouco frequente encontrar outros veículos em pleno percurso, à  excepção das passagens pelas localidades. Relativamente às edições anteriores verificou-se uma pequena mas valiosíssima inovação: uma campainha. A utilização deste pequeno acessório poupou-nos muito tempo e muitos esforços quando era necessário avisar os peregrinos da nossa aproximação e passagem.

O Caminho Português continua a apresentar excelente sinalização, sendo praticamente impossí­vel alguém se perder. As únicas excepções a esta regra são as passagens por algumas localidades espanholas de maior dimensão, onde as setas amarelas se encontram menos expostas ou obstruídas por outros elementos. O percurso completo foi realizado em três etapas, sendo esta distribuição a ideal. Contudo, é possí­vel efectuá-lo num par de dias, embora neste caso não se possa usufruir do muito que o Caminho nos oferece.

Caminho Português de Santiago – Dia 1: Porto – Carapeços

Caminho Português de Santiago – Dia 2: Carapeços – Porriño

Caminho Português de Santiago – Dia 3: Porriño – Santiago de Compostela

Ida a São Bento em Bicicleta 2008

Aproveitando o feriado do 1º de Maio, eu e o meu homónimo decidimos cumprir uma tradição dos anos mais recentes – a ida a São Bento da Porta Aberta. Já lá fomos a pé, como muita gente, mas ultimamente temos optado pela bicicleta. A partida aconteceu pelas nove horas da manhã e o tempo parecia bem agradável, com algumas nuvens mas com um dia solarengo em perspectiva. Porém, à medida que nos deslocávamos em direcção a Prado, o céu começou a ficar com umas tonalidades bem mais carregadas e começaram a surgir os primeiros receios de chuva. Apesar da temperatura ser muito agradável para pedalar, a ideia de ficar encharcado não agradava nada. Quando nos aproximávamos de Amares, as indicações de precipitação aumentavam mas, como já tínhamos uma boa parte do percurso feita, optámos por continuar e acelerar o ritmo, para tentar chegar ao destino antes da chuva. Se chovesse no regresso era chato, mas era bem pior à ida porque teríamos de parar para almoço. As ameaças de chuva foram constantes mas só se concretizaram mesmo à chegada e nem sequer foi nada de sério. Mesmo não estando numa forma invejável e com alguma falta de treino, a viagem decorreu em bom ritmo e, pouco depois das onze e meia, já estávamos em frente ao Santuário. A subida final, que costuma causar grande mossa, desta vez foi feita com "prego a fundo" e até pareceu mais curta e bem menos dura que das outras vezes.

Depois de recompor energias com um almoço revigorante e com algum tempo de descanso, por volta da uma e meia, arrancámos novamente, desta vez em direcção a casa. Agora era altura para desfrutar de uma grande descida até à Marina de Rio Caldo. A partir daí foi um constante sobe e desce, por entre montes e aldeias, sempre em alto ritmo, até chegar novamente a Amares. As pernas aguentavam bem e o ritmo ia sendo forçado para níveis bem elevados. Com as estradas em bom estado e as bicicletas bem afinadas, quase nem se notavam os desníveis e a cadência de pedalada pouco variava, quer fossem subidas ou descidas. O panorama só mudou quando alterámos o percurso da ida e, em vez de voltar por Galegos, optámos por vir por Cervães. Aí, numa interminável subida, começaram a sentir-se alguns efeitos do cansaço e o ritmo desceu drasticamente. Porém, apesar das dificuldades da parte final, pouco passava das quatro horas da tarde quando terminámos esta longa maratona minhota.

3º Passeio de BTT da Silva

3º Passeio BTT da SilvaDepois de uns tempos de abrandamento na dedicação aos passeios de bicicleta, em parte provocados por uma nova lesão no joelho esquerdo, voltei a participar num evento do género. Assim, numa manhã de Domingo bem fresca, lá estava eu e mais uns quantos habitués destas andanças, prontos para mais umas pedaladas. Depois da Maratona do Porco Assado e do Grande Prémio da Silva, era a minha terceira participação numa actividade organizada pela Núcleo Desportivo da Silva. Isto sem contar várias participações nos passeios de 25 de Abril até Esposende. Como vem sendo habitual, nota-se uma grande adesão dos betetistas a estas realizações. Mesmo sem qualquer tipo de prémio, o convívio saudável entre os participantes atrai muitos jovens.

O passeio teve início junto à sede do N.D.S. e, após um pequeno passeio de reconhecimento pelas estradas da freguesia, rumou aos montes circundantes. Nos primeiros quilómetros, a principal dificuldade foi a grande concentração de participantes que provocou algumas paragens, em consequência dos engarrafamentos verificados nas passagens mais estreitas. Depois de entrar verdadeiramente no monte e realizar algumas subidas, os espaços aumentaram e a cadência podia ser mais regular. O percurso tornava-se cada vez mais agradável, principalmente por não ser de elevada exigência física nem técnica. Por volta do décimo quilómetro surgiu a primeira verdadeira dificuldade: uma longa subida perto do Penedo do Ladrão. Pouco depois começava a dura subida para São Gonçalo, que era o ponto mais alto do percurso. Após a passagem no alto, começou a melhor parte de todo o passeio. A descida já me era familiar, mas devido ao receio de quedas, nunca a tinha apreciado devidamente. Foi uma descida espectacular, onde até deu para esboçar uns saltos, de início tímidos, mas cada vez mais entusiasmados. Quando terminou a descida, contrariamente ao normal, não senti a incómoda “dor de burro”. Nunca esta descida me tinha parecido tão curta!

BTT - Descendo o monte de São GonçaloA segunda parte do passeio foi maioritariamente a descer e, por isso, pouco depois estávamos de regresso ao ponto de partida. Ainda não era sequer meio-dia e as pernas ainda se mostravam frescas. Até dava vontade de fazer uma segunda volta, pois os trinta quilómetros realizados pareceram bem menos. Apesar de ter sido classificado com um grau médio de dificuldade, e mesmo não estando em boa forma, o passeio foi bem agradável e não provocou grande desgaste. O único aspecto que alteraria no passeio seria a localização do reforço alimentar. A sua colocação a meio de uma subida bastante dura torna difícil o recomeço. De resto, mais uma excelente organização do N.D.S., como já vem sendo habitual.

1ª Rota dos Monumentos – Cidade de Barcelos

Monte da Franqueira
Numa agradável manhã de Domingo, lá fomos nós para mais um passeio de bicicleta. Desta vez era um passeio organizado pela Rodribike, cujo principal objectivo era o convívio entre os betetistas e uma passagem pelos principais monumentos de Barcelos. A pior parte da manhã foi a ida até Barcelos, onde seria dada a partida. O frio matinal aliado a algumas descidas fizeram com que ao fim de alguns minutos não sentíssemos os dedos. Depois de levantar o dorsal e a lembrança oferecida pela organização ainda esperámos um pouco para começar a pedalar. A partida foi dada por volta das 10 horas e, pouco depois, passávamos o primeiro monumento – o Estádio Cidade de Barcelos.

Rota dos MonumentosO trajecto era quase exclusivamente por estrada, sendo grande parte delas em paralelo, o que constituiu uma grande dor de cabeça (e não só) para os que levaram bicicletas de estrada. Depois de passagens pela Igreja Românica de Abade de Neiva e pelo Parque da Cidade (entre outros monumentos que me escaparam à atenção) rumámos ao Monte da Franqueira. A longa subida foi a maior dificuldade a nível de exigência física, apesar de não ser nada de “especial”. Chegados lá acima, fomos presenteados com um reforço alimentar e uma bela vista de grande parte do concelho barcelense.

Rota dos MonumentosSeguiu-se uma calma descida até à cidade e uma gincana pelo centro histórico de Barcelos para visitar os seus monumentos mais destacados, nomeadamente a Ponte Medieval, a Igreja Matriz, a Torre de Menagem e o Templo do Senhor da Cruz. Pouco depois estávamos de regresso ao local de partida para saborear umas castanhas e esperar pela sorte (que mais uma vez não veio ter connosco). Em resumo, foi uma manhã agradável com um percurso acessível. A maior dificuldade foi pedalar dentro de um pelotão muito heterogéneo. Foram necessárias muita atenção e alguma paciência.

Maratona dos 5 Cumes – Barcelos

BTT_5cumes2007.jpgOs montes dos arredores de Barcelos serviram de palco a mais uma grande jornada de muitas pedaladas. O percurso desta Maratona incluía os cinco pontos mais altos do Concelho de Barcelos, sendo eles o Monte da Franqueira (297m), o Monte de Airó (389m), o Monte do Facho (304m), o Monte de São Gonçalo (491m) e o Monte de São Mamede (399m). No total existia um desnível acumulado de cerca de 2200 metros. A organização esteve a cargo dos Amigos da Montanha e, nesse aspecto, dou-lhes os parabéns pela excelente qualidade da mesma. O início da prova decorreu em estrada (bem larga) evitando assim os típicos engarrafamentos iniciais. Até ao primeiro cume o percurso foi totalmente por estrada, fazendo-se logo uma triagem dos participantes, restando a partir daí pequenos grupos que percorreram os caminhos que nos levariam até ao segundo cume. Neste momento, já se notava algum cansaço, agravado pela grande dureza da subida. Foi nesta fase que notei a primeira contrariedade: o desviador dianteiro não estava a funcionar bem e as mudanças mais leves não entravam, pelo que tive de fazer um esforço maior nas subidas mais difíceis.

Superada a longa e difícil subida ao Monte de Airó, a organização esperava-nos e proporcionou-nos aí o primeiro reforço. Por acaso, senti necessidade de comer uns minutos antes, pelo que veio na hora certa. No menu deste reforço estava uma agradável surpresa – bolas de creme ou de Berlim. Há quanto tempo já não comia uma! Soube-me tão bem que repeti a dose em todos os reforços alimentares. Seguiu-se uma espectacular descida, longa e bem sinuosa, embora os caminhos fossem relativamente largos, mas também muito íngremes em certas zonas.

Após uma parte menos acidentada, fomos presenteados com mais uma grande dificuldade. A subida ao Monte do Facho não é muito longa, mas é muito acentuada e não tem descansos. Foi neste momento que senti mais falta da “roda pequena”, mas o desviador dianteiro teimava em não ajudar. A solução foi usar a mudança disponível mais baixa (1ª média) e impôr uma cadência lenta e regular. Com muito esforço e algum sofrimento, deu para chegar ao terceiro cume. Depois de mais um reforço, parei um pouco à espera de alguns colegas de jornada. Nesse momento ainda pensava em ir para os 5 cumes, mas acabei por mudar de ideias. Os factos de ter de trabalhar no dia seguinte, a minha bicicleta não se encontrar nas melhores condições e muito poucos ciclistas optarem pela opção mais longa, fizeram-me repensar. Juntando tudo isto, acabei por optar também pela hipótese mais curta e pouco depois já me encontrava em Barcelos, onde dei por terminada a minha primeira participação nesta espectacular e exigente maratona. Para o ano volto e com ideias de fazer o percurso completo.

Volta ao Minho

O dia começou cedo e com poucas horas de sono, mas cheios de vontade para mais uma "expedição". Às 8 horas dei as primeiras pedaladas em direcção a casa do Nélson, de onde saímos pouco depois rumo à Vila do Gerês. Durante a manhã o tempo esteve fresco e sem chuva, ou seja, ideal para pedalar. Assim, andámos a bom ritmo e, por volta das 10 horas, chegámos a Santa Maria de Bouro, onde efectuámos uma pequena pausa para abastecer e esticar as pernas. Até aí as dificuldades não tinham sido muitas, mas previam-se algumas bem significativas daí para a frente. A subida até Valdozende fez-se muito bem e a descida para Rio Caldo melhor ainda. Depois de atravessar a ponte começou o primeiro grande teste. Uma longuíssima e nada meiga subida exigiu um grande esforço da nossa parte. Contudo, a inclinação do percurso, embora acentuada, era quase constante, o que permitiu imprimir um ritmo moderado mas muito regular e por volta das 11h20m já nos encontrávamos na Vila do Gerês, mais propriamente em casa da D. Judite "Espada".

Após alguns momentos de descanso, saboreámos uma revigorante refeição confeccionada pela D. Judite e servida pela Mara, que nos deu energia para a parte mais dificil da nossa "expedição". Após o almoço e mais uns instantes de descanso, arrancámos para a parte mais difícil da etapa: a interminável subida até à Portela de Leonte. Logo a seguir à Vila do Gerês, a estrada começa a serpentear pela serra acima com rampas e curvas duríssimas. A subida é longa, devendo rondar a dezena de quilómetros, e as "paredes" sucedem-se a um ritmo elevado, existindo muito poucos descansos, que além de escassos eram curtos. Depois de muito esforço, chegámos à Portela de Leonte, seguindo-se uma espectacular e vertiginosa descida até à Mata da Albergaria. Aí, bem próximos da fonteira com Espanha, entrámos num estradão em terra batida que nos levaria até Vilarinho das Furnas. Nesse caminho, sempre juntos à margem do enorme lago formado pela barragem, pedalámos velozmente por entre arvoredos e ainda deu para apreciar os aglomerados de marcos miliários exclusivos da geira romana que ligava Braga e Astorga. Foi sensivelmente nesta altura que ganhámos uma companhia que não nos largou até ao final: a chuva. Apesar de ser miudinha, ia molhando e pouco depois estávamos completamente encharcados. Seguimos então para Campo do Gerês, rumando depois a Terras de Bouro e passando ainda por Caldelas, até retomar, já perto de Prado, a estrada que tínhamos percorrido de manhã em sentido contrário. A partir daí a maior dificuldade foi o cansaço que os quilómetros acumulados iam acentuando. Por volta das 6h30m chegámos a casa do Nélson e, pouco depois, também eu já me encontrava em casa a gozar um merecido descanso e a pensar em qual será a próxima "expedição".