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Maratona dos 5 cumes – 2012

5 cumes

Um ano depois, de volta aos 5 cumes, para verificar o estado das pernas. Apesar deste ano não ter investido muito tempo no BTT, nos últimos tempos dei algumas pedaladas para não fazer má figura neste "tradicional" evento cá do burgo. Também foi necessária uma grande operação de "restauro" da bicicleta – a idade não perdoa, nem nas máquinas.

Assim, com as pernas e a bicicleta num estado minimamente aceitável rumamos ao Estádio Municipal, onde começava e terminava mais uma grande aventura pelos caminhos do concelho. A meteorologia também quis participar e logo em grande! Durante a noite choveu torrencialmente, mas a manhã parecia apresentar condições razoáveis para andar por montes e vales. Ainda coloquei a hipótese de não ir, mas alguém se lembrou de me devolver o impermeável no dia anterior e, como tal, não tinha desculpa para não participar. Por isso, só restava uma opção: pés ao caminho e toca a pedalar!

Ainda junto ao estádio, à espera da partida, fomos presenteados com uma forte chuvada que serviu de aviso para o que se seguiria. O arranque decorreu com a habitual lentidão e os primeiros quilómetros em estrada decorreram em bom ritmo. Quando entramos nos caminhos que nos levaram aos montes mais altos da zona começaram as verdadeiras dificuldades. Além das muitas e difíceis subidas, as dificuldades abundavam e não davam qualquer momento de descanso. Nem nas descidas! A lama era tanta e o mau estado de alguns caminhos fez com que até as descidas fossem complicadas. Apesar de tudo isso, os primeiros três cumes fizeram-se com alguma naturalidade e quando cheguei à bifurcação onde optávamos pelos três ou pelos cinco cumes tinha algumas dúvidas na opção a tomar. Ora, em caso de dúvida escolhe-se a opção mais fácil. Desta vez não! É para os cinco!

Se até meio as dificuldades foram sendo superadas com maior ou menor dificuldade, a partir do meio, as dificuldades aumentaram e muito. Os caminhos tinham cada vez mais lama, o tempo cada vez mais instável, com fortes aguaceiros e muito vento, e as pernas a começarem a dar sinais de cansaço. E não eram as únicas! As descidas muito técnicas e com muita pedra foram massacrando os braços e ombros que já se ressentiam mais que as pernas. E até os travões já tinham visto melhores dias. As últimas descidas foram feitas com mais velocidade do que o recomendado, mas já não havia material nem clarividência para mais. Os últimos quilómetros foram custosos e o facto de ter passado perto de casa ainda me fez pensar em algo, mas por tão pouco, não valia a pena deixar tamanha empreitada por terminar. Assim, cerca de sete horas depois de arrancar, estava de volta ao local de partida e com mais algumas histórias para contar. E para o ano há mais!

Maratona dos 5 Cumes – 2011

Após um ano de ausência, provocado pelo temporal registado no ano anterior, regressei à mais emblemática prova de BTT da região. Para mim e para muitos outros entusiastas das bicicletas, é o ponto alto da época, motivando uma preparação especial e mais afincada. Dado que este ano a bicicleta tem saído pouco de casa, foi necessário algum treino intensivo para estar à altura do desafio. Assim, em Agosto e início de Setembro, sempre que a agenda o permitia, fazia uns treinos mais rigorosos. A bicicleta é que não gostou tanto desses esforços, ainda mais quando já não estava habituada a tal. Não foi por isso de estranhar que começasse a dar sinais mais que evidentes de desgaste. Claro que a idade, a quilometragem e os maus tratos que sofre (:-/) também contribuíram para isso. Uns dias antes da maratona a corrente cedeu e a pedaleira e restantes acessórios manifestaram sinais evidentes de desgaste. Uma ida às "urgências" resolveu temporariamente a situação e deixou-a em condições mínimas de desempenho.

Já desabituado destas andanças, lá me dirigi para o Estádio Cidade de Barcelos, onde seria dada a partida. Mesmos chegando cedo e dirigindo-me logo para a grelha de partida, já tinha largas centenas de entusiastas à minha frente. Uns minutos depois, tinha outros tantos ou mais atrás de mim. O arranque decorreu normalmente e os primeiros quilómetros, feitos em estrada, foram bastante rápidos e acessíveis. Quando entramos no monte começaram verdadeiramente as dificuldades. Além das irregularidades do terreno, o principal entrave ao bom decurso da prova estava na máquina. Para alguém que usa preferencialmente andamentos médios e pesados, o facto de não poder usar o prato médio na frente tornava pequenas subidas em curtos e potentes sprints ou em pedaladas demasiado leves que pareciam transformar uma pequena rampa numa interminável subida. Procurando ajustar os ritmos às características do terreno e sem abusar do físico e da máquina foram-se cumprindo os primeiros quilómetros.

Na descida de São Gonçalo aconteceu o único percalço do dia. Numa escolha errada de trilho, entrei numa vala e vi o chão aproximar-se muito rapidamente. Não cheguei a testar a dureza do solo, mas ouvi um estrondo na roda traseira, resultante da pancada que esta deu ao atravessar a vala. Parei, pensando que tinha rebentado o pneu e para verificar os estragos. Afinal foi só ruído e uma boa quantidade de ar que se escapou do pneu traseiro, mas sem mais quaisquer danos. Se até aí já tinha que ter cuidados com a máquina, a partir desse ponto os cuidados foram redobrados, principalmente nas descidas onde, devido à pouca pressão de ar, a roda traseira tentava curvar mais do que o necessário. A partir daqui, até ao final, tratou-se de um passeio calmo, dedicado a apreciar o percurso e os agradáveis abastecimentos, chegando ao final sem grande desgaste mas com satisfação pelo objectivo alcançado.

Caminho Português de Santiago – Dia 1: Porto – Carapeços

caminho_santiago_2010_007.JPGO dia começou com a viagem de carro para o Porto, onde chegamos por volta das 9:30. Depois de montar a bicicleta e arrancar em direcção à Sé Catedral, foi feito o necessário carimbo das credenciais. Após as fotos da praxe, para documentar a partida, teve então início a aventura rumo a Santiago. Os primeiros metros são assustadores para quem o faz sobre duas rodas. Uma sucessão de descidas vertiginosas, por entre ruas estritas com muitos degraus pelo meio, requerem grande atenção e alguma perícia. Como normalmente acontece nestes casos, a uma grande descida segue-se uma custosa subida, aqui agravada pelos peões e veículos que fazem uso regular da vias labirínticas do centro histórico da cidade. Antes de deixar a Invicta para trás, ainda figuram no roteiro mais alguns monumentos de relevo, destacando-se naturalmente a Torre dos Clérigos.

Após uma parte inicial animada pelas ruas e monumentos portuenses, o percurso torna-se menos interessante. As setas amarelas surgem a bom ritmo mas, devido ao carácter urbano do percurso, estão muitas vezes ocultadas por veículos ou outros objectos. Esta busca pelas setas orientadoras e o grande fluxo de trânsito típico dos arredores de uma grande cidade tornam este segmento do percurso no menos interessante do todo o caminho. Até passar Vilarinho, já perto de Vila do Conde, anda-se sempre em estradas, maioritariamente secundárias, mas relativamente movimentadas. Até chegar a Rates o cenário não se altera muito e, por isso, esta parte faz-se num curto espaço de tempo. Na vila de Rates já se justifica uma paragem mais demorada para apreciar o histórico e bem conservado casco urbano e até para uma visita ao Albergue de Peregrinos. À saída desta localidade atravessa-se pela primeira vez uma boa extensão de caminho rural por entre montes e terras de cultivo e fica-se com uma ideia do que será o caminho daqui em diante. Assim se chega até Pedra Furada, onde se volta a recorrer a estradas secundárias para chegar até Barcelos.

BarcelosA chegada a Barcelos é um dos pontos marcantes do Caminho. A entrada pela Ponte Medieval e o conjunto de monumentos que se segue, incluindo a Igreja Matriz e o Paço dos Duques, bem como o centro da cidade, convidam a uma paragem mais demorada, que até pode ser aproveitada para almoçar. Dado que já conhecia bem o local, e como não estava longe de casa, optei por seguir caminho e almoçar em casa. Antes ainda segui pelo Caminho até à Casa da Recoleta (o novíssimo albergue de peregrinos, em Tamel S. Pedro Fins). Esta última parte, feita novamente por caminhos em terra, quase sempre a subir, foi a parte mais dura do primeiro dia, mas nada de muito relevante.

Assim estava concluída a primeira etapa, sem grande esforço, até porque os alforges ficaram em casa e só seriam usados a partir do segundo dia. Nesta etapa não deu para sentir muito o espírito do Caminho pelo reduzido número de peregrinos com que me cruzei, o que também teve a ver com a extensão mais curta da mesma e o pouco tempo que demorou a realizar. Foi uma espécie de aquecimento para as duras etapas dos dias seguintes.

Maratona dos 5 Cumes – 2009

A Maratona dos 5 Cumes vai na terceira edição e cada vez mais se torna num evento de referência na modalidade. Dado que ainda não falhei qualquer edição, esta começa a tornar-se a “prova-rainha” do meu calendário betetista. Esta edição era especial por mais um motivo particular – a data. Depois de cumpridas as formalidades habituais, na manhã de um Domingo agradável para a prática do BTT, lá estava eu incluí­do num pelotão com mais de 2000 elementos. O entusiasmo era evidente e tudo estava preparado para mais uma grande jornada. A partida foi dada atempadamente e aquele enorme emaranhado de jerseys foi-se alongando estrada fora. Com tantos participantes, os congestionamentos eram inevitáveis e, durante os primeiros quilómetros foram frequentes.

cartaz_5cumes_2009.jpgDepois de ultrapassado o primeiro cume a estrada foi substituída por trilhos maioritariamente em terra batida, mas quando estes estreitavam mais um pouco, voltavam os engarrafamentos. O mesmo aconteceu no abastecimento efectuado no segundo cume. Era realmente muita gente! Os velocistas que lutam pela classificação geral nem reparam que existem estes momentos de descontração, mas os mais “domingueiros” não desperdiçam uma oportunidade destas. Estes param demoradamente, não tanto para descansar, mas para verificar cuidadosamente a qualidade dos alimentos (em especial dos bolos)Embarassed.

Este ano a preparação não tinha sido a melhor e, como tal, a ideia inicial era fazer apenas 3 cumes. No final do segundo cume ainda me sentia muito bem e cheguei a pensar em fazer o percurso mais longo. No entanto, a longa subida para o terceiro cume denunciou algumas dificuldades e desfez quaisquer dúvidas. Depois de superar o último cume era quase sempre a descer até Barcelos, o que levou a um aumento considerável de ritmo. A parte final foi feita quase em contra-relógio e foi aí­ que aconteceu o momento decisivo. A cerca de 5 kms do final, numa descida a grande velocidade, um pau de dimensões consideráveis saltou-me para a roda traseira e partiu o suporte do desviador traseiro. O desviador ficou bastante danificado e alguns raios empenados. Infelizmente, a minha maratona terminou por ali. Pela primeira vez não terminei uma prova e cheguei ao final numa carrinha de assistência que mais parecia um autocarro, tal era a quantidade de azarados.

Apesar de ter ficado com um marco negativo em termos pessoais, esta maratona foi um dos melhores eventos em que participei e, dada a sua dimensão, era praticamente impossível a organização fazer melhor. Parabéns à  organização e aos participantes!

Transfogo BTT 2008

Transfogo BTT  2008No âmbito das comemorações do seu 125º Aniversário, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelos decidiu realizar, no dia 22 de Junho de 2008, uma actividade de ar livre com o objectivo de estimular a aproximação dos cidadãos à causa dos Bombeiros Voluntários, nomeadamente no combate aos fogos florestais e defesa do meio ambiente, promover e incentivar a utilização da bicicleta enquanto meio de transporte alternativo, não poluente, saudável e como instrumento lúdico-desportivo, assim como promover as potencialidades turísticas do Concelho de Barcelos, que possui excelentes condições para a prática do ciclismo de todo-o-terreno. Para realizar este evento, denominado de TRANSFOGO BTT, esta Centenária Instituição estabeleceu uma salutar parceria com o grupo Raposas MBT que colaborou na sua organização.

Para não variar, marcámos presença em mais este evento de BTT. Além da vertente lúdica, existia também uma componente solidária para com aqueles que muito fazem para preservar os nossos locais predilectos para os passeios domingueiros. Como também já vem sendo habitual, lá estavam muitas caras conhecidas destas andanças. Até o Rodrigo, um profissional de Barroselas, marcou presença e, para meu espanto, viu-se ultrapassado por mim a meio do percurso (é claro que os dois furos que teve contribuiram para isso).

Transfogo BTT 2008Cerca de metade dos trilhos já eram conhecidos, embora alguns só fossem conhecidos em sentido contrário. No entanto, este conhecimento também trazia algumas surpresas desagradáveis. Quando a subida que já conhecia de cor estava a terminar, apareciam umas fitas a mandar explorar caminhos desconhecidos e bem exigentes. Com as excelentes marcações e os vários apoios ao nível do abastecimento e dos cruzamentos mais complicados, o passeio ia decorrendo com muitos altos e baixos e com a fadiga a acumular-se nas pernas. É claro que as horas a jogar ténis no dia anterior também não ajudaram muito, mas com muito esforço e já algum sofrimento na parte final, lá se cumpriu mais um objectivo. Como desta vez havia almoço à nossa espera no final, o sofrimento foi rapidamente esquecido e fica como recordação mais um dia de excelente convívio sobre duas rodas. Por todos os motivos atrás enumerados, trata-se de um evento a repetir. Sem qualquer dúvida!

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Caminhada e Pedalada Solidária da SOPRO

No último dia de Maio, juntando o útil ao agradável, decidimos participar nesta actividade solidária organizada pelo SOPRO. Como seria de esperar, optámos pela Pedalada e, como também seria de esperar, foi muito diferente dos passeios em que já tínhamos participado. Desde logo, notava-se uma grande participação de crianças e também um número significativo de mulheres. Tendo em conta tudo isto, tratou-se de um calmo passeio por caminhos e estradas dos arredores de Barcelos. A dificuldade teria de ser baixa e o ritmo também foi, de forma a manter o grupo compacto.

Caminhada e Pedalada Solidária - SOPROPor volta das 11 horas, os participantes da Pedalada chegaram à Igreja de Abade do Neiva e ali aguardaram um pouco pela chegada dos que optaram pela Caminhada. Posteriormente, todos foram presenteados com um agradável lanche e, depois de alguns momentos de convívio, partiram novamente, desta vez rumo ao Colégio La Salle, onde teria lugar uma confraternização final mais demorada. Os "caminhantes" e os "pedalantes" voltaram a separar-se e seguiram por caminhos distintos até ao local de chegada. Para nós foi uma manhã de Sábado bem passada, a fazer o que gostámos e a contribuir para uma causa nobre.

II Passeio de BTT da ARCA

Passeio BTT ARCAMais uma vez, a manhã de Domingo foi passada a dar ao pedal. Desta vez o passeio era organizado pela ARCA (Associação Cultural e Recreativa de Arcozelo), mais propriamente pelo seu grupo de amantes das duas rodas (sem motor!) os “Noddy Bike Team”. Os Noddys são uma presença notada nos diversos eventos de BTT cá do burgo, principalmente pela sua boa disposição. Agora queriam mostrar que além de bem-dispostos, também tinham jeito para organizar um passeio de qualidade. Assim, bem cedo, saímos em direcção a Barcelos. O único que me acompanhou foi o Miguelinho, embora tenham aparecido por lá vários conhecidos, como o Paulo Costa e outros mais. Devido ao frio e à perspectiva de aguaceiros, tratámos de ir bem agasalhados para evitar baixas. Tal como nós, muitos betetistas compareceram para este passeio. Deviam ser cerca de quatrocentos (pelos números que vi nos dorsais), cheios de frio e de vontade para se fazerem ao caminho.

Pouco depois das 9 horas foi dada a partida e lá fomos até às proximidades da “rotunda da bolacha” onde começaram os caminhos e a lama. Logo aí surge a primeira contrariedade: um furo. O Miguelinho, que até nem é de furar, teve um furo na roda dianteira. Com a troca de câmara de ar resolveu-se rapidamente o incidente, mas ficámos logo atrasados em relação ao “pelotão”. Até ao Penedo do Ladrão foi sempre a subir e com algumas rampas de respeito. Aí chegados, estava ultrapassada a maior dificuldade do percurso. Depois havia uma bifurcação onde se podia optar por um caminho mais curto e menos duro. Claro que eu optei pelo mais complicado! Por acaso, este foi um dos troços mais espectaculares do percurso e aquele que mais gozo me deu. Após uma entusiasmente descida, fomos recompensados com um reforço alimentar, onde não faltaram as inconfundíveis bolas de creme. Sem elas estes passeios não tinham o mesmo sabor!

Trek com muuuuita lamaSeguia-se uma nova bifurcação. Desta vez era para optar entre um percurso de 30 ou um de 50 quilómetros. Mais uma vez, optei pelo menos sensato e mandei-me para os 50. Depois de ter acompanhado o Miguelinho até à primeira bifurcação e depois de o ter reencontrado no reabastecimento, optámos por percursos diferentes. Como não o queria fazer esperar muito, fiz a segunda parte a fundo. O percurso era muito variado em termos de piso, embora a lama fosse presença quase constante. Por estrada, caminhos e carreiros, seguímos até Barca de Lago onde encontrámos o Rio Cávado. A partir daí, o trajecto acompanhou o rio muito de perto até chegar a Barcelos. Os trilhos eram espectaculares e com partes muito técnicas, mas com algumas subidas durinhas pelo meio. Quando terminei encontrei o Miguelinho pouco à minha frente na fila para lavagem das bicicletas. Elas bem precisavam. A minha tinha toneladas de lama. O “castanho sujo” já se sobrepunha ao seu azul brilhante! Ele [que até nem é de furar:)] tinha furado novamente (a mesma roda). Como recompensa, tínhamos à nossa espera um agradável churrasco onde tinha uma chouricinhas de categoria e broa a condizer.

Em suma, o tempo até se aguentou bem razoável e a organização esteve simplesmente impecável. Os trilhos eram espectaculares, sem uma dureza excessiva e estavam bem sinalizados (apesar de me ter perdido uma vez, mas foi o cansaço que me cegou). Nos cruzamentos mais problemáticos estava sempre alguém da organização ou de um grupo de escuteiros que colaborou com ela. Como tal, resta-me dar os parabéns aos Noddys que se portaram como “gente grande” e fizeram um passeio verdadeiramente espectacular. Já estou à espera do próximo!

1ª Rota dos Monumentos – Cidade de Barcelos

Monte da Franqueira
Numa agradável manhã de Domingo, lá fomos nós para mais um passeio de bicicleta. Desta vez era um passeio organizado pela Rodribike, cujo principal objectivo era o convívio entre os betetistas e uma passagem pelos principais monumentos de Barcelos. A pior parte da manhã foi a ida até Barcelos, onde seria dada a partida. O frio matinal aliado a algumas descidas fizeram com que ao fim de alguns minutos não sentíssemos os dedos. Depois de levantar o dorsal e a lembrança oferecida pela organização ainda esperámos um pouco para começar a pedalar. A partida foi dada por volta das 10 horas e, pouco depois, passávamos o primeiro monumento – o Estádio Cidade de Barcelos.

Rota dos MonumentosO trajecto era quase exclusivamente por estrada, sendo grande parte delas em paralelo, o que constituiu uma grande dor de cabeça (e não só) para os que levaram bicicletas de estrada. Depois de passagens pela Igreja Românica de Abade de Neiva e pelo Parque da Cidade (entre outros monumentos que me escaparam à atenção) rumámos ao Monte da Franqueira. A longa subida foi a maior dificuldade a nível de exigência física, apesar de não ser nada de “especial”. Chegados lá acima, fomos presenteados com um reforço alimentar e uma bela vista de grande parte do concelho barcelense.

Rota dos MonumentosSeguiu-se uma calma descida até à cidade e uma gincana pelo centro histórico de Barcelos para visitar os seus monumentos mais destacados, nomeadamente a Ponte Medieval, a Igreja Matriz, a Torre de Menagem e o Templo do Senhor da Cruz. Pouco depois estávamos de regresso ao local de partida para saborear umas castanhas e esperar pela sorte (que mais uma vez não veio ter connosco). Em resumo, foi uma manhã agradável com um percurso acessível. A maior dificuldade foi pedalar dentro de um pelotão muito heterogéneo. Foram necessárias muita atenção e alguma paciência.

Maratona dos 5 Cumes – Barcelos

BTT_5cumes2007.jpgOs montes dos arredores de Barcelos serviram de palco a mais uma grande jornada de muitas pedaladas. O percurso desta Maratona incluía os cinco pontos mais altos do Concelho de Barcelos, sendo eles o Monte da Franqueira (297m), o Monte de Airó (389m), o Monte do Facho (304m), o Monte de São Gonçalo (491m) e o Monte de São Mamede (399m). No total existia um desnível acumulado de cerca de 2200 metros. A organização esteve a cargo dos Amigos da Montanha e, nesse aspecto, dou-lhes os parabéns pela excelente qualidade da mesma. O início da prova decorreu em estrada (bem larga) evitando assim os típicos engarrafamentos iniciais. Até ao primeiro cume o percurso foi totalmente por estrada, fazendo-se logo uma triagem dos participantes, restando a partir daí pequenos grupos que percorreram os caminhos que nos levariam até ao segundo cume. Neste momento, já se notava algum cansaço, agravado pela grande dureza da subida. Foi nesta fase que notei a primeira contrariedade: o desviador dianteiro não estava a funcionar bem e as mudanças mais leves não entravam, pelo que tive de fazer um esforço maior nas subidas mais difíceis.

Superada a longa e difícil subida ao Monte de Airó, a organização esperava-nos e proporcionou-nos aí o primeiro reforço. Por acaso, senti necessidade de comer uns minutos antes, pelo que veio na hora certa. No menu deste reforço estava uma agradável surpresa – bolas de creme ou de Berlim. Há quanto tempo já não comia uma! Soube-me tão bem que repeti a dose em todos os reforços alimentares. Seguiu-se uma espectacular descida, longa e bem sinuosa, embora os caminhos fossem relativamente largos, mas também muito íngremes em certas zonas.

Após uma parte menos acidentada, fomos presenteados com mais uma grande dificuldade. A subida ao Monte do Facho não é muito longa, mas é muito acentuada e não tem descansos. Foi neste momento que senti mais falta da “roda pequena”, mas o desviador dianteiro teimava em não ajudar. A solução foi usar a mudança disponível mais baixa (1ª média) e impôr uma cadência lenta e regular. Com muito esforço e algum sofrimento, deu para chegar ao terceiro cume. Depois de mais um reforço, parei um pouco à espera de alguns colegas de jornada. Nesse momento ainda pensava em ir para os 5 cumes, mas acabei por mudar de ideias. Os factos de ter de trabalhar no dia seguinte, a minha bicicleta não se encontrar nas melhores condições e muito poucos ciclistas optarem pela opção mais longa, fizeram-me repensar. Juntando tudo isto, acabei por optar também pela hipótese mais curta e pouco depois já me encontrava em Barcelos, onde dei por terminada a minha primeira participação nesta espectacular e exigente maratona. Para o ano volto e com ideias de fazer o percurso completo.

BTT – 2ª Maratona do Porco Assado

2ª Maratona do Porco Assado - Cartaz
No passado dia 10 de Junho, realizei a minha primeira prova de BTT mais a sério. Normalmente, faço alguns passeios de bicicleta mais longos, mas nunca me tinha envolvido numa prova organizada, onde participassem muitos entusiastas do pedal. Assim, a minha estreia neste tipo de evento ocorreu bem perto de casa. Num Domingo primaveril, a Silva acolheu cerca de duzentos betetistas para a sua 2ª Maratona do Porco Assado. Esta prova não tem um cariz competitivo muito vincado, serve sobretudo para um passeio pelos montes vizinhos e para um convívio final em torno do motivo que lhe dá o nome. Os prémios são sorteados e não atribuídos em função do desempenho. Mesmo assim, muitos ciclistas apresentaram-se à partida com vontade de obter um bom resultado. O meu objectivo era essencialmente participar e verificar a minha preparação para um evento deste género.

Como se tratava da minha primeira participação numa prova, optei por uma abordagem calculista e cautelosa. Comecei na cauda do pelotão e aí me mantive enquanto este realizava um pequeno passeio pelas ruas da Silva. Só na primeira subida comecei a passar alguns ciclistas mais lentos. Porém, na dura subida para o Seminário, ultrapassei mais alguns que acusavam a dureza da primeira dificuldade mais séria da etapa. Depois foram muitos quilómetros a subir e descer montes, que obrigaram a uma atenção redobrada, dado que nesta altura ainda se circulava em grandes grupos. A prova estava a correr bem e até ao primeiro reforço alimentar senti-me muito bem. A partir daqui, a extensão e a dureza do percurso começava a fazer uma selecção cada vez mais rigorosa dos grupos que se formavam e estes eram cada vez de menor dimensão. Por volta dos 35 kms, estava colocado um novo posto de controlo onde se fazia a separação dos percursos. Para o mais curto seriam apenas mais uns 10 kms até ao final. Para a prova mais longa estava próximo o meio do percurso. Como me encontrava bem, optei pela segunda hipótese. No entanto, a partir deste ponto as coisas seriam radicalmente diferentes. Os ciclistas com que me cruzava eram escassos. Era difícil apanhar a roda de alguém.

Depois de ultrapassar a maior dificuldade – a subida a São Gonçalo – comecei a sentir alguma fraqueza, mas não tinha alimentos nem água comigo. Ansiava pelo próximo reforço mas este nunca mais chegava. Para agravar a situação nada agradável em que seguia, juntamente com outro betetista, perdemo-nos e além do esforço suplementar a que fomos obrigados, perdemos ainda alguns lugares e bastante tempo na classificação, o que era menos importante. Quando chegámos ao reforço pensávamos que éramos os últimos pois não se vislumbrava ninguém para trás. Nesta paragem recuperei forças e, daqui até final, foi quase um passeio, apesar de algumas dificuldades que o relevo nos ia apresentando. Quando cheguei à meta, quase seis horas depois da partida, pensei ter sido o penúltimo. Uns dias depois pude verificar que ainda chegaram mais alguns depois de mim. O meu objectivo era apenas terminar e esse foi conseguido. Por outro lado, a minha companheira desta e de outras aventuras voltou a ficar num estado pouco recomendável. Além das folgas que se vão acentuando em cada nova aventura, desta vez chegou ao final sem travões e com um raio partido. Nada que manche o seu rico historial! Por muitas bicicletas que venha a ter, duvido que alguma venha a ter o nível de desempenho desta.