3ª Maratona do Porco Assado

3ª Maratona do Porco AssadoDepois de, no ano anterior, me ter estreado em passeios de BTT organizados, na 2ª edição deste evento, este ano não podia faltar. Na edição anterior encontrava-me muito bem fisicamente e optei pela Maratona, completando cerca de 80 kms. No entanto, no final, a Withney ficou em muito mau estado. Este ano estava melhor servido em termos de bicicleta mas a parte física não estava tão boa. Por volta das 9 horas, já estava tudo pronto para a partida, com calor e boa disposição à mistura. Lá estavam, como habitualmente, muitas caras conhecidas e, antes de começar a pedalar, ainda deu para colocar a conversa em dia.

A prova começou com um passeio pelas ruas da freguesia, desta vez maior que o anterior, passando por algumas localidades vizinhas, até regressar ao local de partida e partir definitivamente para os caminhos e carreiros nos montes barcelenses. Depois da parte inicial um pouco diferente, o percurso realizado pelos montes era muito semelhente ao do ano anterior, apesar deste já não se encontrar muito claro na memória. Só quando chegava às subidas mais duras é que me lembrava de já ter estado ali. E eram algumas…

3ª Maratona do Porco Assado - Silva 2008Como a minha forma física não era a mesma e, contrariamente ao que acontecera  no ano anterior, o dia seguinte era de trabalho, desta vez optei pela Meia-maratona. Assim, nos Feitos optei pelo percurso mais curto e fiquei a conhecer novos percursos, nomeadamente umas descidas bem interessantes em Santa Leocádia. Pouco depois estava de regresso à Silva e, embora as pernas dessem para mais um pouco, foi melhor ficar apenas por esta parte, senão o dia seguinte seria muito complicado. Desta forma, deu para desfrutar do passeio e ficar em condições de trabalhar normalmente. Mais uma vez, a organização esteve impecável e fica desde já prometida nova participação para o próximo ano.

Caminhada e Pedalada Solidária da SOPRO

No último dia de Maio, juntando o útil ao agradável, decidimos participar nesta actividade solidária organizada pelo SOPRO. Como seria de esperar, optámos pela Pedalada e, como também seria de esperar, foi muito diferente dos passeios em que já tínhamos participado. Desde logo, notava-se uma grande participação de crianças e também um número significativo de mulheres. Tendo em conta tudo isto, tratou-se de um calmo passeio por caminhos e estradas dos arredores de Barcelos. A dificuldade teria de ser baixa e o ritmo também foi, de forma a manter o grupo compacto.

Caminhada e Pedalada Solidária - SOPROPor volta das 11 horas, os participantes da Pedalada chegaram à Igreja de Abade do Neiva e ali aguardaram um pouco pela chegada dos que optaram pela Caminhada. Posteriormente, todos foram presenteados com um agradável lanche e, depois de alguns momentos de convívio, partiram novamente, desta vez rumo ao Colégio La Salle, onde teria lugar uma confraternização final mais demorada. Os "caminhantes" e os "pedalantes" voltaram a separar-se e seguiram por caminhos distintos até ao local de chegada. Para nós foi uma manhã de Sábado bem passada, a fazer o que gostámos e a contribuir para uma causa nobre.

IV Raid BTT de Barroselas

Num Domingo solarengo, bem cedo, fiz o trajecto normal dos dias da semana, mas desta vez não era para trabalhar. Apesar de nunca ter participado nos raides organizados pelo Barroselas Bike Team (BBT), tinha boas referências desses eventos. Como habitualmente, encontram-se alguns conhecidos destas andanças e aproveitam-se os instantes antes da partida para conversara um pouco, porque depois nem sempre é possível.

IV Raid BTT de BarroselasPor volta das 9h foi dada a partida e depois de uma pequena volta de reconhecimento pela Vila de Barroselas, começamos a subir acentuadamente os montes das redondezas. Dado que não tinha o mínimo conhecimento do percurso, optei por uma abordagem cautelosa. No final dessa longa e íngreme subida esperava-nos uma perigosa descida, onde muitos se viram obrigados a desmontar. Nem sempre subir é o mais difícil! O percurso apresentava grandes dificuldades que obrigavam a alguma contenção na sua abordagem mas, por outro lado, presenteava-nos com magníficas paisagens e com trilhos espectaculares. Entre estes destaca-se um troço do percurso por entre as vinhas da Quinta Solar de Merufe, findo o qual os betetistas tinham o habitual reforço, complementado desta vez com uma prova do vinho produzido pelos vinhedos que tinham contornado momentos antes. A partir daí ainda nos esperavam mais algumas dificuldades até regressar a Barroselas, mas com maior ou menor esforço e com muita diversão pela variedade de trilhos apresentada, acabámos por alcançar o objectivo final. Apesar de serem apenas 35 kms, a elevada dificuldade dos desníveis fez com que a média fosse baixa e a hora de chegada um pouco tardia, relativamente às previsões iniciais. Contudo, pela variedade e beleza dos trilhos escolhidos, é um evento a repetir.

Ida a São Bento em Bicicleta 2008

Aproveitando o feriado do 1º de Maio, eu e o meu homónimo decidimos cumprir uma tradição dos anos mais recentes – a ida a São Bento da Porta Aberta. Já lá fomos a pé, como muita gente, mas ultimamente temos optado pela bicicleta. A partida aconteceu pelas nove horas da manhã e o tempo parecia bem agradável, com algumas nuvens mas com um dia solarengo em perspectiva. Porém, à medida que nos deslocávamos em direcção a Prado, o céu começou a ficar com umas tonalidades bem mais carregadas e começaram a surgir os primeiros receios de chuva. Apesar da temperatura ser muito agradável para pedalar, a ideia de ficar encharcado não agradava nada. Quando nos aproximávamos de Amares, as indicações de precipitação aumentavam mas, como já tínhamos uma boa parte do percurso feita, optámos por continuar e acelerar o ritmo, para tentar chegar ao destino antes da chuva. Se chovesse no regresso era chato, mas era bem pior à ida porque teríamos de parar para almoço. As ameaças de chuva foram constantes mas só se concretizaram mesmo à chegada e nem sequer foi nada de sério. Mesmo não estando numa forma invejável e com alguma falta de treino, a viagem decorreu em bom ritmo e, pouco depois das onze e meia, já estávamos em frente ao Santuário. A subida final, que costuma causar grande mossa, desta vez foi feita com "prego a fundo" e até pareceu mais curta e bem menos dura que das outras vezes.

Depois de recompor energias com um almoço revigorante e com algum tempo de descanso, por volta da uma e meia, arrancámos novamente, desta vez em direcção a casa. Agora era altura para desfrutar de uma grande descida até à Marina de Rio Caldo. A partir daí foi um constante sobe e desce, por entre montes e aldeias, sempre em alto ritmo, até chegar novamente a Amares. As pernas aguentavam bem e o ritmo ia sendo forçado para níveis bem elevados. Com as estradas em bom estado e as bicicletas bem afinadas, quase nem se notavam os desníveis e a cadência de pedalada pouco variava, quer fossem subidas ou descidas. O panorama só mudou quando alterámos o percurso da ida e, em vez de voltar por Galegos, optámos por vir por Cervães. Aí, numa interminável subida, começaram a sentir-se alguns efeitos do cansaço e o ritmo desceu drasticamente. Porém, apesar das dificuldades da parte final, pouco passava das quatro horas da tarde quando terminámos esta longa maratona minhota.

7º Passeio de Cicloturismo da Silva

Passeio de Cicloturismo da Silva 2008À semelhança de anos anteriores, no passado dia 25 de Abril, participei no passeio cicloturístico da Silva que, como habitualmente, liga esta freguesia ao farol de Esposende. Logo pela manhã, um enorme aglomerado de cicloturistas partiu da sede do Núcleo Desportivo da Silva e, escoltado pela polícia e por alguns motards dos Motogalos, rumaram ao litoral. Este passeio não tem qualquer caracter competitivo e é realizado a um ritmo bastante baixo. O importante é a participação de todos e o convívio. Por isso, é comum a presença de muitas crianças, alguns jovens de idade mais avançada e um número significativo de mulheres. O percurso é sempre por estrada, com óptimo piso e com desníveis pouco acentuados. A maior dificuldade é pedalar dentro de um grupo tão grande a um ritmo tão baixo. Consoante o desnível do percurso, alguns elementos menos experientes alteram muito o seu ritmo e isso causa algumas perturbações e, por vezes, provoca atrapalhações e até algumas quedas. Na chegada a Esposende, como habitual, fomos presenteados com um lanche e mais alguns momentos de convívio.

Passeio Cicloturismo SilvaNo regresso, já sem pelotão, optámos por um percurso diferente. Dado que, em termos físicos, ainda estávamos bem frescos, escolhemos um percurso mais exigente. Em Creixomil, efectuámos um desvio com algumas subidas, até Santa Leocádia. No final da manhã já estávamos de regresso a casa e com a tradição do 25 de Abril cumprida. Este passeio conta já com alguns anos e já se tornou um ponto de encontro e confraternização entre os que têm o gosto e algum prazer em pedalar. Foi a minha terceira ou quarta participação e, certamente, muitas mais se seguirão.

As Pontes de Konigsberg

Konigsberg era uma cidade banhada pelo rio Pregel que, no século XVIII, pertencia à Prússia. Actualmente pertence à Russia e é conhecida como Kaliningrado. O rio Pregel atravessa a cidade e, no seu leito, existiam duas ilhas que estavam ligadas ao resto da cidade por sete pontes. As pontes ligam as ilhas entre si e ligam-nas também a ambas as margens.

Leonard EulerUm dos passatempos dos habitantes da cidade era tentar fazer um passeio atravessando todas as pontes da cidade e passando apenas uma vez em cada uma delas. Ninguém tinha ainda conseguido resolver este problema até que o grande matemático suiço Leonard Euler (1707-1783) se debruçou sobre ele. Numa altura em que se encontrava em São Petersburgo, ao serviço da imperatriz Catarina, a Grande, da Rússia, Euler dedicou-se ao estudo deste curioso problema.

Em 1936, Euler demonstrou que era impossível realizar tal passeio. Na sua demonstração, Euler recorreu a esquemas formados por linhas e pontos, representando respectivamente as pontes e as ilhas e margens. Essas representações foram denominadas "grafos" e deram origem a um novo ramo de estudo da Matemática – a Topologia (estudo dos espaços) – e, em particular, a um ramo específico desta – a Teoria de Grafos. Este ramo da Matemática tem actualmente muitas aplicações, nomeadamente na construção de circuitos electrónicos ou na resolução de problemas de optimização. por exemplo.

As Pontes de Konigsberg

BassDrumBone

Hence the Reason - BassBrumBone
Quando era estudante tinha o hábito de me oferecer uma prenda quando um exame corria muito bem. Numa dessas ocasiões dirigi-me a uma discoteca da Valentim de Carvalho para escolher um CD que me agradasse. Escutei vários álbuns mas houve um que me agradou particularmente, apesar de me ser completamente desconhecido. Tratava-se de "Hence the Reason" dos BassDrumBone. As músicas presentes nesse trabalho eram diferentes de tudo que tinha ouvido até então. Desde a formação extremamente incomum – trombone, bateria e baixo – até à experimentalidade sonora e diversidade rítmica, tudo me agradou logo na primeira audição. Mesmo tendo ouvido outras coisas que também me agradaram, a escolha recaiu obviamente nos BassDrumBone.

BrassDrumBoneFoi com grande surpresa que constatei da presença dos BassDrumBone no BragaJazz deste ano. Este é, sem dúvida, um dos meus grupo de eleição, mas nem sequer sonhava que algum dia os pudesse ver ao vivo, quanto mais mesmo ao pé da porta. Assim, logo que soube da sua presença no festival de jazz bracarense, reservei um espaço na minha agenda, pois era um acontecimento imperdível. Como tal, na noite de 7 de Março, dirigi-me ao renovado Theatro Circo para assistir a um memorável concerto. O trio composto por Ray Anderson, no trombone, Mark Helias, no contrabaixo, e Gerry Hemingway, na bateria, já toca junto há mais de trinta anos e isso vê-se e sente-se pela complementaridade e cumplicidade que revelam em palco. Mesmo com muita improvisação e demonstrações da sublime técnica individual de cada um, o conjunto está sempre presente. Mesmo em ambientes rítmicos e sonores bastante complexos, nunca se nota uma sensação de deriva no conjunto. São membros diferentes de um corpo perfeitamente articulado. Cada elemento consegue demonstrar o seu virtuosismo (e todos eles são grandes referencias no seu instrumento) sem quebrar a unidade do conjunto. Eu estava particularmente atento ao trombonista, que me deixou completamente extasiado, mas não pude ficar indiferente à impressionante qualidade dos outros elementos. Para mim, o concerto passou num instante e ficaria ali mais algumas horas a apreciar tanto talento, mas fiquei com a impressão que boa parte do público não sentiu o mesmo. O caracter claramente atípico deste agrupamento e da sua música tornam a sua audição num exercício estimulante mas não muito fácil para quem está habituado a música mais normal. A falta de harmonia e de uma melodia evidente nos temas apresentados tornava-os menos agradáveis ao ouvido. Mais do que um concerto, tratou-se de uma verdadeira e riquíssima aula de técnica instrumental.

OriBTT Vale do Neiva

Após um pequeno e agradável passeio pelas redondezas, desta vez decidimos experimentar algo diferente. Bem cedo partimos rumo a Castelo do Neiva para participar no I OriBTT organizado pela Associação Rio Neiva, mais particularmente pela sua secção de BTT. Este evento era para nós uma completa novidade. Desta vez não teríamos as fitas a indicar o caminho e teríamos de andar em equipa. Cada equipa era composta por uma dupla de betetistas. No entanto, após breves negociações, a organização permitiu que a nossa equipa fosse maior. Assim, o "trio maravilha" era composto por Hélder Miguel (2 – e não são irmãos Smiley) e Nélson. Além da nossa "dupla-tripla" estavam presentes mais vinte equipas.

OriBTT Vale do NeivaA partida foi dada às nove horas para a primeira equipa, saindo as seguintes com intervalos de dois minutos. Como fomos dos últimos a partir, já passava das nove e meia quando arrancámos. À partida entregaram-nos um mapa e uma ficha de controlo. Nesse mapa, baseado em cartas militares, estavam indicados os oito pontos de controlo que teriam de ser percorridos pela ordem indicada. Infelizmente, os mapas não eram muito recentes, o que dificultava um pouco a orientação. No início optámos por ir por estrada até aos dois primeiros locais obrigatórios. Apenas um dos pontos de controlo não permitia o acesso usando exclusivamente estradas, embora a distância a percorrer fosse maior nesse caso. Como queríamos testar o nosso sentido de orientação e divertirmo-nos, optámos por deixar de lado as estradas e explorar os montes e caminhos locais. Logo na primeira incursão pelo desconhecido, tivémos de voltar atrás, pois o caminho escolhido terminava abruptamente no meio do monte. Seguiram-se algumas opções duvidosas e muitas pedaladas para chegar ao próximo controlo. Com maior ou menor dificuldade lá íamos fazendo as ligações, por vezes com alguma ajuda extra.

Quando chegámos ao final, com um tempo discreto e uma classificação honrosa, ficámos com a consolação de uma manhã bem passada e com mais uma experiência engraçada para contar e repetir. Ficámos também a saber que o Norte pode ficar em várias direcçõesSmiley e que o nosso sentido de orientação ainda pode (e deve) melhorar.

3º Passeio de BTT da Silva

3º Passeio BTT da SilvaDepois de uns tempos de abrandamento na dedicação aos passeios de bicicleta, em parte provocados por uma nova lesão no joelho esquerdo, voltei a participar num evento do género. Assim, numa manhã de Domingo bem fresca, lá estava eu e mais uns quantos habitués destas andanças, prontos para mais umas pedaladas. Depois da Maratona do Porco Assado e do Grande Prémio da Silva, era a minha terceira participação numa actividade organizada pela Núcleo Desportivo da Silva. Isto sem contar várias participações nos passeios de 25 de Abril até Esposende. Como vem sendo habitual, nota-se uma grande adesão dos betetistas a estas realizações. Mesmo sem qualquer tipo de prémio, o convívio saudável entre os participantes atrai muitos jovens.

O passeio teve início junto à sede do N.D.S. e, após um pequeno passeio de reconhecimento pelas estradas da freguesia, rumou aos montes circundantes. Nos primeiros quilómetros, a principal dificuldade foi a grande concentração de participantes que provocou algumas paragens, em consequência dos engarrafamentos verificados nas passagens mais estreitas. Depois de entrar verdadeiramente no monte e realizar algumas subidas, os espaços aumentaram e a cadência podia ser mais regular. O percurso tornava-se cada vez mais agradável, principalmente por não ser de elevada exigência física nem técnica. Por volta do décimo quilómetro surgiu a primeira verdadeira dificuldade: uma longa subida perto do Penedo do Ladrão. Pouco depois começava a dura subida para São Gonçalo, que era o ponto mais alto do percurso. Após a passagem no alto, começou a melhor parte de todo o passeio. A descida já me era familiar, mas devido ao receio de quedas, nunca a tinha apreciado devidamente. Foi uma descida espectacular, onde até deu para esboçar uns saltos, de início tímidos, mas cada vez mais entusiasmados. Quando terminou a descida, contrariamente ao normal, não senti a incómoda “dor de burro”. Nunca esta descida me tinha parecido tão curta!

BTT - Descendo o monte de São GonçaloA segunda parte do passeio foi maioritariamente a descer e, por isso, pouco depois estávamos de regresso ao ponto de partida. Ainda não era sequer meio-dia e as pernas ainda se mostravam frescas. Até dava vontade de fazer uma segunda volta, pois os trinta quilómetros realizados pareceram bem menos. Apesar de ter sido classificado com um grau médio de dificuldade, e mesmo não estando em boa forma, o passeio foi bem agradável e não provocou grande desgaste. O único aspecto que alteraria no passeio seria a localização do reforço alimentar. A sua colocação a meio de uma subida bastante dura torna difícil o recomeço. De resto, mais uma excelente organização do N.D.S., como já vem sendo habitual.

Oratória “O Messias” de G. F. Haendel

Oratória "O Messias" - HaendelPor altura das festividades de Natal e Passagem de Ano são mais frequentes os eventos culturais que vão escasseando durante o resto do ano. Neste âmbito, no dia 21 de Dezembro. desloquei-me à Igreja do Convento de São Domingos, em Viana do Castelo, para assistir a uma apresentação de alguns excertos da Oratória “O Messias” de Haendel, a cargo da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e o Coro da Academia de Música de Viana do Castelo. O concerto foi dirigido pelo maestro Juliàn Lombana e contava com a participação de quatro solistas. No total, entre cantores e músicos, estavam em palco mais de cem intérpretes. Apesar do frio que se fazia sentir, a adesão do público foi massiva e a igreja encontrava-se completamente cheia ficando mesmo muitas pessoas em pé e aconchegadas em espaços laterais menos apropriados para o efeito. Provavelmente a presença de familiares dos intérpretes contribuiu fortemente para a moldura humana registada.

G. F. HaendelEsta obra foi composta por Haendel no Verão de 1741 e estreada em Dublin no ano seguinte. Apesar de ser alemão, o autor utilizou um libreto inglês para escrever esta oratória baseada em cenas bíblicas. A obra está dividida em três partes – Nascimento, Morte e Ressureição de Cristo ou Natal, Páscoa e Pentecostes – sendo cada uma dela composta por várias Árias, Recitativos e Coros. As cinquenta e três partes desta oratória foram compostas em vinte e quatro dias e a sua execução integral prolonga-se por várias horas. De entre as várias partes da obra destacam-se alguns coros, entre os quais o “Aleluia” – provavelmente a música religiosa mais conhecida de todos os tempos. A partitura original da obra continha apenas instrumentos de corda, trompetes e tímbales. No entanto, o próprio Haendel elaborou vários arranjos diferentes, consoante a ocasião e o local onde seria apresentada, incluindo novos instrumentos. Mais tarde, W. A. Mozart apresentou também uma orquestração desta obra, acrescentando ainda mais alguns instrumentos. Curiosamente, muitos maestros preferem a orquestração deste em detrimento das do autor por a considerarem mais rica.