Arturo Sandoval
15 May 2009 por helder
Há alguns anos, através de um filme – "For Love or Country: The Story of Arturo Sandoval" – fiquei a conhecer um pouco da história de vida de um dos grandes trompetistas do nosso tempo. Este fabuloso trompetista cubano teve grandes dificuldades para deixar a ilha e apresentar o seu enorme talento a outros públicos. Em Cuba, às escondidas, ouvia alguns mestres do jazz e foi um deles, Dizzie Gillespie, que o integrou na sua orquestra e permitiu a sua fuga ao regime político que condicionava o desenvolvimento internacional da sua carreira. Apesar das limitações políticas, Arturo Sandoval já era um fenómeno bem conhecido a nível mundial, devido ao enorme êxito do grupo Irakere. Este grupo criou um novo estilo músical de fusão entre o jazz e os ritmos e sons latinos e projectou alguns nomes para o panorama musical. Entre eles destacam-se os fundadores e líderes do grupo: Paquito D’Rivera, Chucho Valdez e Arturo Sandoval.
A minha curiosidade musical fez-me procurar informações e trabalhos dos Irakere e especialmente do seu trompetista. Quando ouvi algumas gravações do instrumentista cubano fiquei assombrado com o que ouvi. O seu domínio do trompete ultrapassava tudo o que imaginara. Ele conseguia atingir registos extremamente agudos com uma facilidade e clareza impressionantes. Além disso, o virtuosismo não era inferior à habilidade. Além da desenvoltura demonstrada na música latina e no jazz, onde o intérprete tem alguma liberdade musical, devido à forte formação clássica que teve, Arturo Sandoval também se sentia à vontade no estilo clássico. Chegou mesmo a acompanhar algumas das melhores orquestras mundiais, apresentando repertórios clássicos de referência com o mesmo à-vontade com que improvisava num tema latino.
A presença deste astro musical em Matosinhos foi uma grande surpresa e foi motivo mais que suficiente para marcar presença no Matosinhos Jazz 2009. Apesar da idade já ser considerável para um instrumentista de sopro, mostrou-se em grande forma, apresentando uma versatilidade e amplitude de sons incrível. Como se isto não fosse bastante, mostrou que se trata de um músico multifacetado e não se limitou a mostrar os seus dotes no trompete, brindando os presentes com a interpretação de vários instrumentos, impressionando especialmente ao piano. Tratou-se de um concerto surpreendente e memorável.

Como no dia anterior já tínhamos feito
A Rota do Cavalo Selvagem já vai na segunda edição, mas foi a primeira vez que participei neste evento organizado pela
Quanto ao passeio, começou bem. O início foi feito com a subida até Santa Luzia, que já tinha feito anteriormente e que me agrada bastante. Depois de uma paragem em frente ao santuário para as fotos da praxe, continuámos a subir, rumo ao Parque Eólico, onde deveríamos avistar os cavalos selvagens. De facto, assim foi! Após uns quilómetros de algum esforço, compensados pelas fabulosas paisagens que se obtêm sobre a serra e a costa, pudemos apreciar vários exemplares dos referidos animais. Apesar de ser maioritariamente em subida, a maior dificuldade não foi o relevo, nem sequer o piso que até era bastante regular. O forte vento que se fazia sentir, quase sempre de frente, além de dificultar a progressão, arrefecia bastante os músculos e desaconselhava paragens para apreciar as vistas.
Depois de vaguear um pouco pela serra e ver os equídeos, era altura de descer. A descida foi longa e teve partes espectaculares, com saltos e partes muito técnicas. Após uns bons minutos de descida a alta velocidade chegámos a Vila Praia de Âncora e, a partir daí, o percurso foi muito diferente mas igualmente espectacular. A parte final do passeio foi feito junto ao mar, por trilhos de enorme beleza paisagística, complementados desta vez por um vento pelas costas que ajudava a progredir quase sem esforço. Assim, chegámos a Viana pouco depois das 14 horas e não muito desgastados, pois no dia seguinte haveria novo passeio. Quanto a este, além de termos conhecido novos percursos, conhecemos também mais alguns entusiastas do pedal que pretendemos acompanhar em próximas aventuras.
Em Junho de 2005 visitei pela primeira vez a Casa da Música para assistir a um concerto do trombonista mais conceituado da actualidade – o sueco Christian Lindberg. Já conhecia alguns dos seus trabalhos mas apenas através da audição de discos. Nem sequer imaginava que o pudesse ver ao vivo quando, ao visitar a sua página pessoal, reparei que estaria na moderna sala de concertos portuense. Dado que na altura ainda não conhecia a Casa da Música, juntei o útil ao agradável e fui assistir a um grande concerto onde a Orquestra Nacional do Porto acompanhou o brilhantismo do trombonista. Nesse memorável concerto, além da emoção provocada pela presença de um prodígio musical extraordinário, ainda tive a oportunidade de assistir à estreia de uma obra de Mark Anthony Turnage ("Yet Another Set To") para Trombone e Orquestra.
Desde então tenho recebido constantemente as newsletters da Casa da Música e, quando reparei que o instrumentista sueco estava de regresso ao Porto, tratei imediatamente de assegurar a minha presença num dos espectáculos (desta vez a dose era em triplicado!). Mais uma vez, Christian Lindberg surpreendeu os espectadores com o seu virtuosismo e domínio completo do instrumento. Junte-se a isto a companhia da ONP e a fabulosa sensação acústica da Sala Suggia e temos mais uns momentos inolvidáveis para o livro de recordações. Neste concerto, Lindberg apresentou um Concerto para Trombone Alto e Orquestra, de Georg Christoph Wagenseil, e o fabuloso tema "A Motorbike Odissey", de Jan Sandstrom, composto propositadamente para ele interpretar (o que fez pela 657ª vez na carreira!). A sua enorme fama internacional deve-se, em grande parte, a esta obra, na qual o instrumentista faz com que o som do trombone se assemelhe ao de uma moto e, com coreografia a condizer, vai percorrendo o mundo numa aventura sonora, captando elementos típicos dos mais estranhos lugares, desde os pântanos da Florida (com o canto dos crocodilos) até aos países nórdicos de onde são naturais o autor e o intérprete, acompanhando tudo isto com acelerações, reduções, mudanças de velocidades e todos os sons imagináveis de uma motorizada.
Uma das minhas vozes preferidas nos últimos anos é a de Fiona Apple. Contrariamente ao que é habitual, "descobri-a" na rádio. A música "Fast As You Can" ficou-me no ouvido pela suas constantes variações rítmicas e melódicas e levou-me a procurar mais informação sobre a intérprete. Quando ouvi o álbum "When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He’ll Win the Whole Thing Fore He Enters the Ring There’s No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You’ll Know Where to Land and If You Fall It Won’t Matter, Cuz You Know That You’re Right." percebi que aquela era apenas umas das grandes músicas deste álbum. Além do título, também a qualidade musical deste trabalho era enorme e despertou-me a curiosidade para ficar a saber mais sobre Fiona Apple e a sua música.
A carreira de Fiona Apple já ultrapassou a dezena de anos mas ainda só lançou três albuns. O primeiro, em 1996, intitulado "Tidal" foi considerado, logo na altura do lançamento, um dos mais marcantes da década. Em 1999, surgiu "When The Pawn…", através do qual fiquei a conhecer esta voz aveludada e as suas interpretações intensas. Em 2005 lançou o seu último trabalho até ao momento – "Extroadinary Machine". Um estilo muito próprio e uma elevada qualidade musical atravessam todos os seus trabalhos e aumentam a expectativa para os próximos. Este é um daqueles casos em que a qualidade se sobrepõe à quantidade e, sobretudo nas actividades artísticas, este factor é determinante na marca que deixam.
Depois de alguns anos de iniciação ao ténis em que a grande dificuldade era o controlo da raquete e da força, começaram a surgir novos problemas. O desgate de algumas componentes da raquete começou a requerer alguns cuidados extra, sendo necessárias algumas substituições. No entanto, a primeira corda rebentada só surgiu com a terceira raquete (a primeira da Head), decorrido pouco tempo da sua aquisição. A partir daí, as cordas rebentadas passaram a ser um acontecimento praticamente normal. Ao fim de uns jogos, as cordas começam a dar sinais de desgaste e, mais jogo menos jogo, acabam por ceder. Porém, desta vez, uma corda que ainda não tinha dado sinais de desgaste, acabou por rebentar e fê-lo em grande. Numa pancada normalíssima, o ruído do batimento foi estranho e logo se percebeu que a corda não aguentara. A surpresa aconteceu quando, ao olhar para a raquete, verifiquei que a corda tinha rebentado em três pontos distintos. E nem foi com força! Se tivesse batido com mais força a bola teria atravessado a raquete
(ou então nem acontecia nada).
Aproveitando o último dia de estadia do
Depois de uma manhã vagueando pelo Gerês, com passagens pelos miradouros da Pedra Bela e pela Cascata do Arado, entre outros sítios interessantes, fomos parar a Campo do Gerês, onde acabámos por almoçar. Bem abastecidos partimos então rumo à Calcedónia. A caminhada começou já perto das 3 horas da tarde. O tempo estava bem agradável para caminhar e o início do trilho era relativamente plano, percorrendo alguns caminhos de Covide. Pouco depois, já completamente "fora da civilização", o percurso alterou-se drasticamente e passámos a andar em carreiros bem complicados e com uma inclinação ascendente bem elevada. Aqui os "motores" começaram a aquecer e fez-se sentir a falta da água que ficou esquecida no carro. Também por esta altura, os pais começaram a tomar consciência da aventura em que se tinham metido. Efectivamente, o trilho era muito complicado e de grande dificuldade física. Para quem se estreava neste tipo de actividades, este não era certamente dos percursos mais fáceis.
Com boa disposição e algumas pausas para respirar um pouco, pois a subida não só era dura como também era bem longa, atingímos o cume, onde se encontravam os maiores rochedos e a famos Fenda da Calcedónia. O mais difícil estava ainda para vir. Se a subida não foi nada fácil, a descida foi bem pior. O trilho era estreito, com piso irregular e com declives bastante acentuados. A existência de muitas pedras soltas e alguma areia ao longo dos carreiros dificultava um pouco mais e os músculos pouco rotinados dos estreantes começavam a dar sinais de cansaço. Com o final à vista, foi num instante que terminámos o percurso e demos por concluída uma bela jornada pedestre. Para os mais novos (veteranos nisto) foi um trilho interessante, com belas paisagens e com alguma dificuldade. Para os menos novos e menos experientes foi bem durinho mas, apesar de tudo, um desafio superado e a repetir com frequência.
A parte seguinte seria, em teoria a mais fácil de todo o percurso. Tratava-se de uma longa e rápida descida, bem conhecida de muitos passeios pelos montes de Carapeços e arredores. No entanto, começou logo mal com um engano despropositado no percurso que me obrigou a uma dura rampa que não estava nos planos. Mas isto era só o início! Pouco depois, na descida de Penoucos (apesar de complicada devido à existência de muita pedra, era um local mais que conhecido), aconteceu o pior momento do dia. Uma tremenda queda – talvez a pior desde que me aventurei nisto – deixou-me marcado para o resto do dia. Um braço esfolado, uma perna bem pisada, o equipamento todo sujo e a moral afectada para o resto do dia. Como bom português, resta-me dizer: "Podia ter sido bem pior!" Depois de um contratempo destes, o ritmo abrandou e comecei a questionar a opção pelos 5 cumes. Além das feridas, um músculo da perna esquerda ficou em muito mau estado e dava sinais disso. Contudo, nas subidas, com o esforço aplicado, ele aquecia e aliviava um poco a dor. Assim, fui rodando com mais cuidado até ao Monte do Facho e, quando lá cheguei, sentia-me com forças para continuar pelo percurso mais longo. Assim decidi e lá me aventurei para os 2 cumes restantes.
Cerca de um mês e meio após, voltámos a repetir a aventura de visitar a bela Vila do Soajo (desta vez com mais um elemento no reduzido pelotão) fazendo o difícil percurso sobre duas rodas. Da
No Soajo visitámos o centro urbano da vila, onde se destacam as casas com arquitetura típica minhota. Rumámos depois ao famoso grupo de espigueiros construídos sobre um grande volume de pedra. Tudo isto aconteceu após um almoço retemperador, no mesmo local da outra vez e, curiosamente, o mesmo menu. Dado que a viagem de regresso ainda era longa e os dias já eram agora mais curtos, nao deambulámos muito tempo por entre as ruas desniveladas, estreitas e labirínticas que percorrem a vila. Demorámos apenas o suficiente para apreciar as belas paisagens serranas e tirar as habituais fotografias para a posteridade.
Pouco depois de arrancar, voltávamos a parar, desta vez junto à Central Eléctrica do Lindoso para mais uns flashes e para apreciar o
Helder Rodrigues





