Fiona Apple
30 November 2008 por helder
Uma das minhas vozes preferidas nos últimos anos é a de Fiona Apple. Contrariamente ao que é habitual, "descobri-a" na rádio. A música "Fast As You Can" ficou-me no ouvido pela suas constantes variações rítmicas e melódicas e levou-me a procurar mais informação sobre a intérprete. Quando ouvi o álbum "When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He’ll Win the Whole Thing Fore He Enters the Ring There’s No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You’ll Know Where to Land and If You Fall It Won’t Matter, Cuz You Know That You’re Right." percebi que aquela era apenas umas das grandes músicas deste álbum. Além do título, também a qualidade musical deste trabalho era enorme e despertou-me a curiosidade para ficar a saber mais sobre Fiona Apple e a sua música.
A autora descende de uma família com várias ligações à música e teve desde criança, uma educação musical formal, aprendendo piano e mostrando ainda grande vocação para a interpretação. A sua adolescência ficou marcada por alguns episódios traumáticos que vieram a ter grande influência nas suas composições. Algumas das suas letras manifestam aspectos mais tristes e sombrios do seu caracter, resultantes desses acontecimentos marcantes.
A carreira de Fiona Apple já ultrapassou a dezena de anos mas ainda só lançou três albuns. O primeiro, em 1996, intitulado "Tidal" foi considerado, logo na altura do lançamento, um dos mais marcantes da década. Em 1999, surgiu "When The Pawn…", através do qual fiquei a conhecer esta voz aveludada e as suas interpretações intensas. Em 2005 lançou o seu último trabalho até ao momento – "Extroadinary Machine". Um estilo muito próprio e uma elevada qualidade musical atravessam todos os seus trabalhos e aumentam a expectativa para os próximos. Este é um daqueles casos em que a qualidade se sobrepõe à quantidade e, sobretudo nas actividades artísticas, este factor é determinante na marca que deixam.

Depois de alguns anos de iniciação ao ténis em que a grande dificuldade era o controlo da raquete e da força, começaram a surgir novos problemas. O desgate de algumas componentes da raquete começou a requerer alguns cuidados extra, sendo necessárias algumas substituições. No entanto, a primeira corda rebentada só surgiu com a terceira raquete (a primeira da Head), decorrido pouco tempo da sua aquisição. A partir daí, as cordas rebentadas passaram a ser um acontecimento praticamente normal. Ao fim de uns jogos, as cordas começam a dar sinais de desgaste e, mais jogo menos jogo, acabam por ceder. Porém, desta vez, uma corda que ainda não tinha dado sinais de desgaste, acabou por rebentar e fê-lo em grande. Numa pancada normalíssima, o ruído do batimento foi estranho e logo se percebeu que a corda não aguentara. A surpresa aconteceu quando, ao olhar para a raquete, verifiquei que a corda tinha rebentado em três pontos distintos. E nem foi com força! Se tivesse batido com mais força a bola teria atravessado a raquete
(ou então nem acontecia nada).
Aproveitando o último dia de estadia do
Depois de uma manhã vagueando pelo Gerês, com passagens pelos miradouros da Pedra Bela e pela Cascata do Arado, entre outros sítios interessantes, fomos parar a Campo do Gerês, onde acabámos por almoçar. Bem abastecidos partimos então rumo à Calcedónia. A caminhada começou já perto das 3 horas da tarde. O tempo estava bem agradável para caminhar e o início do trilho era relativamente plano, percorrendo alguns caminhos de Covide. Pouco depois, já completamente "fora da civilização", o percurso alterou-se drasticamente e passámos a andar em carreiros bem complicados e com uma inclinação ascendente bem elevada. Aqui os "motores" começaram a aquecer e fez-se sentir a falta da água que ficou esquecida no carro. Também por esta altura, os pais começaram a tomar consciência da aventura em que se tinham metido. Efectivamente, o trilho era muito complicado e de grande dificuldade física. Para quem se estreava neste tipo de actividades, este não era certamente dos percursos mais fáceis.
Com boa disposição e algumas pausas para respirar um pouco, pois a subida não só era dura como também era bem longa, atingímos o cume, onde se encontravam os maiores rochedos e a famos Fenda da Calcedónia. O mais difícil estava ainda para vir. Se a subida não foi nada fácil, a descida foi bem pior. O trilho era estreito, com piso irregular e com declives bastante acentuados. A existência de muitas pedras soltas e alguma areia ao longo dos carreiros dificultava um pouco mais e os músculos pouco rotinados dos estreantes começavam a dar sinais de cansaço. Com o final à vista, foi num instante que terminámos o percurso e demos por concluída uma bela jornada pedestre. Para os mais novos (veteranos nisto) foi um trilho interessante, com belas paisagens e com alguma dificuldade. Para os menos novos e menos experientes foi bem durinho mas, apesar de tudo, um desafio superado e a repetir com frequência.
A parte seguinte seria, em teoria a mais fácil de todo o percurso. Tratava-se de uma longa e rápida descida, bem conhecida de muitos passeios pelos montes de Carapeços e arredores. No entanto, começou logo mal com um engano despropositado no percurso que me obrigou a uma dura rampa que não estava nos planos. Mas isto era só o início! Pouco depois, na descida de Penoucos (apesar de complicada devido à existência de muita pedra, era um local mais que conhecido), aconteceu o pior momento do dia. Uma tremenda queda – talvez a pior desde que me aventurei nisto – deixou-me marcado para o resto do dia. Um braço esfolado, uma perna bem pisada, o equipamento todo sujo e a moral afectada para o resto do dia. Como bom português, resta-me dizer: "Podia ter sido bem pior!" Depois de um contratempo destes, o ritmo abrandou e comecei a questionar a opção pelos 5 cumes. Além das feridas, um músculo da perna esquerda ficou em muito mau estado e dava sinais disso. Contudo, nas subidas, com o esforço aplicado, ele aquecia e aliviava um poco a dor. Assim, fui rodando com mais cuidado até ao Monte do Facho e, quando lá cheguei, sentia-me com forças para continuar pelo percurso mais longo. Assim decidi e lá me aventurei para os 2 cumes restantes.
Cerca de um mês e meio após, voltámos a repetir a aventura de visitar a bela Vila do Soajo (desta vez com mais um elemento no reduzido pelotão) fazendo o difícil percurso sobre duas rodas. Da
No Soajo visitámos o centro urbano da vila, onde se destacam as casas com arquitetura típica minhota. Rumámos depois ao famoso grupo de espigueiros construídos sobre um grande volume de pedra. Tudo isto aconteceu após um almoço retemperador, no mesmo local da outra vez e, curiosamente, o mesmo menu. Dado que a viagem de regresso ainda era longa e os dias já eram agora mais curtos, nao deambulámos muito tempo por entre as ruas desniveladas, estreitas e labirínticas que percorrem a vila. Demorámos apenas o suficiente para apreciar as belas paisagens serranas e tirar as habituais fotografias para a posteridade.
Pouco depois de arrancar, voltávamos a parar, desta vez junto à Central Eléctrica do Lindoso para mais uns flashes e para apreciar o
Numa tarde de Verão bem quente decorreu mais um passeio de BTT por terras barcelenses, com pequenas incursões pelo concelho vizinho de Vila Verde. Às 15 horas, foram cerca de 150 betetistas que arrancaram do centro da freguesia da Ucha para uma jornada de saudável convívio e pedaladas mais ou menos vigorosas. A parte inicial do percurso era relativamente plana e levou-nos a percorrer as margens do Cávado e a passar pelas ruas e caminhos rurais das localidades que atravessávamos. As passagens pelas vinhas eram especialmente agradáveis ao olfacto. Os caminhos no interior dos montes também eram pouco desnivelados e econtravam-se maioritariamente em óptimas condições. Notaram-se aqui algumas pequenas dificuldades com a sinalização, levantando algumas dúvidas nas opções a tomar. As maiores dificuldades começaram a surgir com uma primeira subida para o centro de Cervães e a partir daí apareciam regularmente. As primeiras "paredes" surgiram numa longa e interessante subida que viria a terminar junto à Capela de Santa Justa, em Igreja Nova, onde nos esperava um magnífico reforço alimentar. Uma deliciosa bifana a abrir, acompanhada com várias bebidas, muita e variada fruta, croissants e marmelada, foram um excelente prémio para o que já tinha sido feito e para motivar para a parte final. Para ser perfeito, só faltaram as inconfundíveis bolas de Berlim.
No entanto, em termos de dureza, o local do reforço marcava a viragem de um percurso relativamente fácil para um de elevada dificuldade física e técnica. Duas gigantescas paredes antecederam a muito ambicionada passagem pelo topo do Monte do Facho. Depois de passado esse marco de grande dificuldade que dava nome ao evento, parecia que era um mero descanso em descida até ao final. Porém, estava a ser tudo bom demais para ser verdade! Sensivelmente a meio da descida, de elevada exigência técnica, viria o momento mais negativo do dia. Uma hesitação numa passagem entre pedras, com grande desnível, fez com que a bicicleta ficasse presa e eu voasse sobre ela, aterrando uns metros mais à frente e mais abaixo, amparado por um silvado nada meigo. Não houve testemunhas do elaborado mergulho, mas os arranhões e os picos que marcavam as pernas e os braços falavam por si. Depois de recomposto, foi pedalar em grande ritmo rumo ao final onde uma grandiosa obra de "engenharia tuga" nos levava a passar sobre o gradeamento da escola primária numas paletes de madeira que, apesar do aspecto frágil, tornaram a chegada um momento espectacular, pontuada com algumas quedas bem arrojadas (desta vez achei por bem equilibrar-me melhor!).
Na véspera da afamada romaria minhota que atrai milhares de pessoas à Serra d’Arga, decidi fazer-me à estrada e procurar o Mosteiro de São João d’Arga. Sabia apenas que a Serra d’Arga fica a Norte de Viana do Castelo, um pouco deslocada para o interior minhoto. Já tinha andado por lá uma vez há muitos anos e já não me recordava de praticamente nada. Por volta das 3 horas da tarde fiz-me ao caminho, chegando uma hora depois a Ponte de Lima. Aí, optei por seguir em direcção a Valença e, pouco depois, entrar por estradas secundárias em direcção ao destino. Como as indicações são mais raras neste tipo de estradas, tive de perguntar várias vezes se o caminho que seguia era o mais indicado. Depois de algumas paragens para tirar dúvidas, cheguei ao início da subida para as Argas. A partir daí não havia dúvidas – era sempre pela estrada que subisse mais. E quamto mais andava, mais inclinada ficava a estrada. Na fase final da desgastante subida ainda tinha umas verdadeiras "paredes" que foram superadas serpenteando pela estrada acima. O calor que se fazia sentir e a ausência de fontes onde me pudesse abastecer e refrescar tornaram esta fase num verdadeiro suplício. Porém, quando se atinge o topo da serra, tudo é esquecido e aparecem forças retemperadas, sabe-se lá de onde. Após passagens por Arga de Cima e Arga de Baixo, segue-se uma agradável descida até ao Mosteiro de São João d’Arga.
Por volta das 13.30h chegámos à Vila do Soajo e fizemos uma pequena visita, à pressa. Eram horas de almoçar e o corpo já pedia algum descanso. Depois de reabastecer e descansar um pouco, visitamos mais calmamente a aldeia histórica e os seus famosos espigueiros. As casas em granito e as ruas estreitas criam um aglomerado bastante interesante e muito bem preservado. A serra que a circunda também proporciona excelentes vistas e justificam plenamente uma visita. No entanto, como o nosso meio de locomoção não é tão rápido quanto isso, eram horas de regressar. Para não repetir o percurso, optámos por voltar por Ponte da Barca, onde efectuámos mais uma pequena paragem para descanso. A partir daí, até Ponte de Lima, percorremos a fantástica ecovia existente na margem esquerda do Rio Lima. Essa parte era a mais espectacular do percurso, mas o desgaste acumulado não permitia desfrutar plenamente este trilho. Na vila limiana parámos pela última vez. As pernas já tinham mais de 100kms, mas ainda não estavam no limite. A viagem de Ponte de Lima até casa foi verdadeiramente alucinante. Numa espécie de contra-relógio, bati claramente o meu record de tempo neste percurso. Já o tinha feito muitas vezes, mas nunca o tinha feito tão rapidamente. Foram cerca de 45 minutos em grande ritmo, num longo sprint final.
Helder Rodrigues





