Maratona dos 5 cumes – 2012

5 cumes

Um ano depois, de volta aos 5 cumes, para verificar o estado das pernas. Apesar deste ano não ter investido muito tempo no BTT, nos últimos tempos dei algumas pedaladas para não fazer má figura neste "tradicional" evento cá do burgo. Também foi necessária uma grande operação de "restauro" da bicicleta – a idade não perdoa, nem nas máquinas.

Assim, com as pernas e a bicicleta num estado minimamente aceitável rumamos ao Estádio Municipal, onde começava e terminava mais uma grande aventura pelos caminhos do concelho. A meteorologia também quis participar e logo em grande! Durante a noite choveu torrencialmente, mas a manhã parecia apresentar condições razoáveis para andar por montes e vales. Ainda coloquei a hipótese de não ir, mas alguém se lembrou de me devolver o impermeável no dia anterior e, como tal, não tinha desculpa para não participar. Por isso, só restava uma opção: pés ao caminho e toca a pedalar!

Ainda junto ao estádio, à espera da partida, fomos presenteados com uma forte chuvada que serviu de aviso para o que se seguiria. O arranque decorreu com a habitual lentidão e os primeiros quilómetros em estrada decorreram em bom ritmo. Quando entramos nos caminhos que nos levaram aos montes mais altos da zona começaram as verdadeiras dificuldades. Além das muitas e difíceis subidas, as dificuldades abundavam e não davam qualquer momento de descanso. Nem nas descidas! A lama era tanta e o mau estado de alguns caminhos fez com que até as descidas fossem complicadas. Apesar de tudo isso, os primeiros três cumes fizeram-se com alguma naturalidade e quando cheguei à bifurcação onde optávamos pelos três ou pelos cinco cumes tinha algumas dúvidas na opção a tomar. Ora, em caso de dúvida escolhe-se a opção mais fácil. Desta vez não! É para os cinco!

Se até meio as dificuldades foram sendo superadas com maior ou menor dificuldade, a partir do meio, as dificuldades aumentaram e muito. Os caminhos tinham cada vez mais lama, o tempo cada vez mais instável, com fortes aguaceiros e muito vento, e as pernas a começarem a dar sinais de cansaço. E não eram as únicas! As descidas muito técnicas e com muita pedra foram massacrando os braços e ombros que já se ressentiam mais que as pernas. E até os travões já tinham visto melhores dias. As últimas descidas foram feitas com mais velocidade do que o recomendado, mas já não havia material nem clarividência para mais. Os últimos quilómetros foram custosos e o facto de ter passado perto de casa ainda me fez pensar em algo, mas por tão pouco, não valia a pena deixar tamanha empreitada por terminar. Assim, cerca de sete horas depois de arrancar, estava de volta ao local de partida e com mais algumas histórias para contar. E para o ano há mais!

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