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Por Terras do Coura

Por Terras de CouraCom os dias quentes e longos aumenta a vontade de realizar actividades ao ar livre. O BTT foi a actividade predilecta do ano anterior mas este ano temos dado preferência ao ténis. Contudo, um dos projectos por realizar do Verão passado que se encontrava em stand-by foi o escolhido para “começar a época”. A Travessia do Alto Coura é um circuito que percorre praticamente todo o concelho de Paredes de Coura. O percurso tem uma extensão de cerca de 45 kms e passa por vários pontos de interesse.
Com esse objectivo em mente, partimos em direcção aos montes e vales que envolvem o Rio Coura.

Abrindo caminhoSeguindo o conselho do prospecto disponível nos sites oficiais, começamos o percurso junto à  escola primária de Venade. Seguimos as marcações do percurso e depois de atravessar um pequeno bosque começamos a subir a bom ritmo. A meio da subida encontrámos uma sinalização pouco explí­cita (pelo menos para nós). Uma estaca de madeira tinha várias marcações. Uma parecia indicar “Caminho errado” mas outras pareciam significar precisamente o contrário. Optámos por seguir esse caminho e continuar a subir. A partir daí­ as marcações rarearam e começamos a achar que algo não estava certo. Mesmo procurando bem as marcações e analisando o mapa, algo parecia falhar. Deixámos de ver marcações e procurámos a estrada para chegar à  povoação mais próxima. Foi assim que rapidamente chegámos a Porreiras, onde voltámos a encontrar os sinais que tanto procurávamos. Seguindo as indicações fomos ter a um belo e interessante local: a Eira Comunitária de Porreiras. A partir daí seguí­mos as marcações que até estavam bem nítidas e bem colocadas. Ultrapassámos alguns troços em mau estado de circulação devido à falta de uso e pouco depois, após as quedas da praxe e mais algumas peripécias, estávamos novamente junto daquele sinal “duvidoso” do início. Foi então que percebemos que a maior parte do percurso que realizámos não era o que pretendíamos. Voltámos para trás. Desta vez seguíamos o trajecto indicado e passávamos por locais de enorme beleza paisagística. As coisas agora estavam a correr bem, mas não seria por muito tempo.

Eira comunitária de PorreirasComo vem sendo habitual de cada vez que pego na bicicleta, fui contemplado com mais um furo. Levava uma câmara de ar sobressalente, mas também já ia furada (homem prevenido…). Para melhorar o cenário, a cola que levava no kit de ferramentas evaporara-se por completo. Aproveitando a paragem forçada, recuperámos forças numa espécie de mini-piquenique em plena serra. Depois, foi altura de relembrar tempos de infância e um tal de MacGyver. Ele resolveria um problema destes com uma chiclete. Procurei qualquer coisa semelhante e encontrei uns restos de cola da mala de ferramentas. Fiz uma espécie de chiclete, colei-a no furo, enchi o pneu e este aguentou uns bons quilómetros. Deu para chegar ao carro e depois a Paredes de Coura. Com tantas peripécias, não foi possível cumprir o objectivo inicial, o que nos levará a tentar novamente nos próximos tempos. Contudo, apesar de todos os imprevistos (ou devido a tudo isso), foi um passeio memorável.