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Christian Lindberg

Christian LindbergEm Junho de 2005 visitei pela primeira vez a Casa da Música para assistir a um concerto do trombonista mais conceituado da actualidade – o sueco Christian Lindberg. Já conhecia alguns dos seus trabalhos mas apenas através da audição de discos. Nem sequer imaginava que o pudesse ver ao vivo quando, ao visitar a sua página pessoal, reparei que estaria na moderna sala de concertos portuense. Dado que na altura ainda não conhecia a Casa da Música, juntei o útil ao agradável e fui assistir a um grande concerto onde a Orquestra Nacional do Porto acompanhou o brilhantismo do trombonista. Nesse memorável concerto, além da emoção provocada pela presença de um prodígio musical extraordinário, ainda tive a oportunidade de assistir à estreia de uma obra de Mark Anthony Turnage  ("Yet Another Set To") para Trombone e Orquestra.

Christian LindbergDesde então tenho recebido constantemente as newsletters da Casa da Música e, quando reparei que o instrumentista sueco estava de regresso ao Porto, tratei imediatamente de assegurar a minha presença num dos espectáculos (desta vez a dose era em triplicado!). Mais uma vez, Christian Lindberg surpreendeu os espectadores com o seu virtuosismo e domínio completo do instrumento. Junte-se a isto a companhia da ONP e a fabulosa sensação acústica da Sala Suggia e temos mais uns momentos inolvidáveis para o livro de recordações. Neste concerto, Lindberg apresentou um Concerto para Trombone Alto e Orquestra, de Georg Christoph Wagenseil, e o fabuloso tema "A Motorbike Odissey", de Jan Sandstrom, composto propositadamente para ele interpretar (o que fez pela 657ª vez na carreira!). A sua enorme fama internacional deve-se, em grande parte, a esta obra, na qual o instrumentista faz com que o som do trombone se assemelhe ao de uma moto e, com coreografia a condizer, vai percorrendo o mundo numa aventura sonora, captando elementos típicos dos mais estranhos lugares, desde os pântanos da Florida (com o canto dos crocodilos) até aos países nórdicos de onde são naturais o autor e o intérprete, acompanhando tudo isto com acelerações, reduções, mudanças de velocidades e todos os sons imagináveis de uma motorizada.