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Maratona dos 5 Cumes 2008

Fui e fiz! Depois de na edição anterior ter ficado apenas pelos 3 cumes, desta vez a ideia era fazer o percurso completo. Apesar de já ter estado e melhor forma, achava que estava com forças e disposição para atacar os 5 cumes. Assim, logo na partida, aproveitando alguns quilómetros em estrada, aproveitei para ganhar algum terreno e posições, de modo a não perder muito tempo nos habituais congestionamentos nas partes mais duras ou mais técnicas. Até ao primeiro cume, com toda a gente cheia de força, eram constantes as trocas de posição no numeroso pelotão, ainda bem agrupado. Devido à dureza da subida final para o primeiro cume e a grande concentração de betetistas, esta foi feita quase toda à mão. A partir daí, com mais algumas subidas mais fáceis, os participantes foram-se dispersando e tornou-se possível imprimir um ritmo mais constante e ajustado às capacidades de cada um. A subida ao segundo e mais alto dos cumes – São Gonçalo (489 metros) – já foi feita com todos bem espaçados. Apesar de longa, devido ao traçado escolhido, esta nem foi das piores subidas. Pessoalmente, achei-a a mais fácil de todas. Lá, no ponto mais alto do Concelho de Barcelos, tínhamos o primeiro reforço alimentar à nossa espera e, enquanto abastecíamos, descansávamos o corpo e repúnhamos energias para o muito que ainda faltava.

5 Cumes 2008A parte seguinte seria, em teoria a mais fácil de todo o percurso. Tratava-se de uma longa e rápida descida, bem conhecida de muitos passeios pelos montes de Carapeços e arredores. No entanto, começou logo mal com um engano despropositado no percurso que me obrigou a uma dura rampa que não estava nos planos. Mas isto era só o início! Pouco depois, na descida de Penoucos (apesar de complicada devido à existência de muita pedra, era um local mais que conhecido), aconteceu o pior momento do dia. Uma tremenda queda – talvez a pior desde que me aventurei nisto – deixou-me marcado para o resto do dia. Um braço esfolado, uma perna bem pisada, o equipamento todo sujo e a moral afectada para o resto do dia. Como bom português, resta-me dizer: "Podia ter sido bem pior!" Depois de um contratempo destes, o ritmo abrandou e comecei a questionar a opção pelos 5 cumes. Além das feridas, um músculo da perna esquerda ficou em muito mau estado e dava sinais disso. Contudo, nas subidas, com o esforço aplicado, ele aquecia e aliviava um poco a dor. Assim, fui rodando com mais cuidado até ao Monte do Facho e, quando lá cheguei, sentia-me com forças para continuar pelo percurso mais longo. Assim decidi e lá me aventurei para os 2 cumes restantes.

Uma leitura antecipada do gráfico altimétrico já fazia prever dificuldades na penúltimo cume – o Monte de Airó. Esta era a subida mais longa e mais dura de todo o trajecto. Apesar do piso ser quase sempre regular, as sucessivas rampas apearam grande parte dos resistentes que optaram pela versão completa. No final desta interminável subida esperava-nos mais um reforço e o consolo de faltar apenas um (e o mais baixo) dos cumes. A descida deste monte era mais complicada do que qualquer uma das anteriores mas, desta vez, os cuidados foram redobrados. Mesmo assim ainda deu para alguns sustos. Depois de mais alguns quilómetros por entre montes e campos, abordámos a última dificuldade – o Monte da Franqueira. Logo no ínício da subida, mais uma paragem. Desta vez foi para prestar assistência a um betetista que furara pela segunda vez. Como, surpreendentemente (para os meus costumes), ainda não tinha furado, cedi-lhe uma câmara-de-ar e ajudei-o na reparação. Enquanto isso, deu para respirar um pouco e recuperar o fôlego para o subida final. Esta, que se esperava mais fácil que as anteriores, surpreendeu-me pela dureza apresentada. O percurso escolhido era composto por caminhos com muita pedra, obrigando a levar a bicicleta à mão várias vezes. Por fim chegámos ao topo e depois foi só descer até à cidade para dar por concluída mais uma grande e dura aventura. Esta foi daquelas que deixou marcas!

altimetria_5_cumes_2008_750.jpg 

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