Monthly Archives: September 2008

Soajo II

soajo1.jpgCerca de um mês e meio após, voltámos a repetir a aventura de visitar a bela Vila do Soajo (desta vez com mais um elemento no reduzido pelotão) fazendo o difícil percurso sobre duas rodas. Da primeira vez, grande parte do percurso era completamente desconhecido e isso trazia dificuldades acrescidas, nomeadamente na dosagem do esforço. Agora, com o conhecimento entretanto adquirido, foi possível gerir as forças de uma forma mais cuidada, diminuindo consideravelmente o desgaste. O percurso escolhido foi exactamente o mesmo, fazendo o percurso até Ponte de Lima pela estrada nacional 204, seguindo depois pela ecovia que liga a vila limiana à freguesia de Refoios do Lima, onde voltámos à estrada até aos Arcos de Valdevez, de onde seguimos para o Soajo, sempre por estrada. Desde casa até à vila dos espigueiros são cerca de 65kms, seguindo o percurso descrito. A viagem é bastante agradável e sem grandes obstáculos. A única excepção é a longuíssima subida até ao Mezio. São mais de 10kms consecutivos de acentuada subida.

soajo3.jpgNo Soajo visitámos o centro urbano da vila, onde se destacam as casas com arquitetura típica minhota. Rumámos depois ao famoso grupo de espigueiros construídos sobre um grande volume de pedra. Tudo isto aconteceu após um almoço retemperador, no mesmo local da outra vez e, curiosamente, o mesmo menu. Dado que a viagem de regresso ainda era longa e os dias já eram agora mais curtos, nao deambulámos muito tempo por entre as ruas desniveladas, estreitas e labirínticas que percorrem a vila. Demorámos apenas o suficiente para apreciar as belas paisagens serranas e tirar as habituais fotografias para a posteridade.

soajo2.jpgPouco depois de arrancar, voltávamos a parar, desta vez junto à Central Eléctrica do Lindoso para mais uns flashes e para apreciar o Cávado Lima que, daqui para diante, seria um companheiro de viagem. As pedaladas seguintes foram bem cadenciadas e até Ponte da Barca foi só rolar em bom ritmo. Aí, no descansámos um pouco junto ao rio enquanto degustávamos o habitual geladinho (desta vez com uns sabores algo exóticos!). A ligação entre Ponte da Barca e Ponte de Lima foi feita pela Ecovia. Como sempre, tratou-se de uma viagem muito agradável, embora desta vez menos do que outras, devido ás obras que decorriam ao longo do trajecto. Certamente estas obras tornarão o percurso ainda mais agradável. Em termos de jornada cicloturística, faltavam poucos quilómetros para terminar e assim, cerca de uma hora após a chegada a Ponte de Lima, estávamos de regresso a casa com mais 130kms acumulados nas rodas das bicicletas que, depois de alguns problemas inesperados antes da saída, se portaram lindamente.

Encostas do Facho

Encostas do FachoNuma tarde de Verão bem quente decorreu mais um passeio de BTT por terras barcelenses, com pequenas incursões pelo concelho vizinho de Vila Verde. Às 15 horas, foram cerca de 150 betetistas que arrancaram do centro da freguesia da Ucha para uma jornada de saudável convívio e pedaladas mais ou menos vigorosas. A parte inicial do percurso era relativamente plana e levou-nos a percorrer as margens do Cávado e a passar pelas ruas e caminhos rurais das localidades que atravessávamos. As passagens pelas vinhas eram especialmente agradáveis ao olfacto. Os caminhos no interior dos montes também eram pouco desnivelados e econtravam-se maioritariamente em óptimas condições. Notaram-se aqui algumas pequenas dificuldades com a sinalização, levantando algumas dúvidas nas opções a tomar. As maiores dificuldades começaram a surgir com uma primeira subida para o centro de Cervães e a partir daí apareciam regularmente. As primeiras "paredes" surgiram numa longa e interessante subida que viria a terminar junto à Capela de Santa Justa, em Igreja Nova, onde nos esperava um magnífico reforço alimentar. Uma deliciosa bifana a abrir, acompanhada com várias bebidas, muita e variada fruta, croissants e marmelada, foram um excelente prémio para o que já tinha sido feito e para motivar para a parte final. Para ser perfeito, só faltaram as inconfundíveis bolas de Berlim.

Encostas do FachoNo entanto, em termos de dureza, o local do reforço marcava a viragem de um percurso relativamente fácil para um de elevada dificuldade física e técnica. Duas gigantescas paredes antecederam a muito ambicionada passagem pelo topo do Monte do Facho. Depois de passado esse marco de grande dificuldade que dava nome ao evento, parecia que era um mero descanso em descida até ao final. Porém, estava a ser tudo bom demais para ser verdade! Sensivelmente a meio da descida, de elevada exigência técnica, viria o momento mais negativo do dia. Uma hesitação numa passagem entre pedras, com grande desnível, fez com que a bicicleta ficasse presa e eu voasse sobre ela, aterrando uns metros mais à frente e mais abaixo, amparado por um silvado nada meigo. Não houve testemunhas do elaborado mergulho, mas os arranhões e os picos que marcavam as pernas e os braços falavam por si. Depois de recomposto, foi pedalar em grande ritmo rumo ao final onde uma grandiosa obra de "engenharia tuga" nos levava a passar sobre o gradeamento da escola primária numas paletes de madeira que, apesar do aspecto frágil, tornaram a chegada um momento espectacular, pontuada com algumas quedas bem arrojadas (desta vez achei por bem equilibrar-me melhor!). 

Como se tudo isto não chegasse, o sorteio final distribuia prémios por todos os participantes. Em suma, foi um passeio espectacular, com excelentes trilhos, alguma dificuldade, grande competência da organização da Ciclo-Ucha e muito entusiasmo do público. Para o ano contem comigo novamente e, por certo, com quase todos que participaram neste fantástico passeio.