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Vieira do Minho

Mais uma ideia que me passou pela cabeça e mais uma pequena loucura cometida. Dois dias depois da visita ao Soajo, voltei a meter-me à estrada. Desta vez os quilómetros ainda eram mais e as dificuldades não eram em nada inferiores às anteriores. A viagem serviria para fazer uma visita ao Alfredo e à sua família, uma tradição estival mantida desde os tempos em que lá tive de morar durante um trabalhoso ano de estágio.

A viagem correu sem grandes problemas e a bom ritmo. Na ida o tempo esteve fresco, o que tornou a pedalada bem agradável. Durante a tarde, no regresso, já não foi tão fácil. O calor fazia-se notar e o desgaste acumulado da manhã e dos dias anteriores começou a causar estragos. Fui obrigado a parar em Amares para aliviar um pouco uma dor insistente no joelho, aproveitando também para comer o habitual geladinho. Mais tarde, tive de parar em Galegos Santa Maria para abastecer de água e arrefecer os pés que estavam em brasa. Por fim, cheguei a casa com a bicicleta à mão devido a um inconveniente furo. Depois de 150kms a rolar a bom ritmo, um arame que se encontrava indevidamente no meio da estrada agarrou-se ao meu pneu traseiro e deixou-o completamente de rastos. Como a distância a casa era pouca, o melhor remédio foi colocar os pés à estrada e trazer a burrinha à mão.

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