Monthly Archives: December 2007

Bragança

BragançaBem para lá do Marão, quase nos confins do nordeste transmontano, fica a acolhedora cidade de Bragança. Apesar de já ter passado por lá algumas vezes, ainda não conhecia a cidade. A oportunidade de descobrir este belo recanto de Portugal surgiu quando o Hélder me convidou, juntamente com o Jota, a passar lá um fim de semana. Assim, numa noite muito fria de Fevereiro, partímos em direcção ao cantinho superior direito do “rectângulo”. Já no final da longa viagem, fomos presenteados com uma surpresa. Nas imediações de Bragança estava a nevar e, para quem já não via nevar há muitos anos, foi uma agradável nota de boas vindas.

Castelo de BragançaNo dia seguinte, logo pela manhã, o nosso anfitrião proporcionou-nos uma visita guiada e comentada pela cidade. Nesse périplo visitámos o Castelo de Bragança, com a sua bela Torre de Menagem (onde visitámos o Museu Militar), a enigmática Domus Municipalis, a curiosa Cidadela, o Pelourinho quinhentista e o novo Teatro Municipal, entre outros monumentos e motivos de interesse. A cidade não é muito grande e a proximidade entre os vários monumentos faz com que um passeio a pé seja a melhor forma de a conhecer. O desnível do percurso até serviu para atenuar o frio que se fazia sentir.

Barragem MontesinhoDurante a tarde realizámos uma incursão pela Serra de Montesinho, onde apreciámos a beleza das paisagens transmontanas. A serra ainda tinha muita neve (pelo menos para nós que não estávamos habituados a ela), que serviu para voltarmos por uns tempos à nossa infância, arremessando bolas de neve e improvisando um trenó. Bem no meio de vales brancos estava a aldeia de Montesinho, que mereceu da nossa parte uma visita mais demorada, justificada pelo seu cariz rural ainda bem presente. As casas ainda mantêm a traça original e ainda se podem ver os animais livremente pelas ruas, dominadas por eles e pelas pessoas e não pelos automóveis. No final do dia deliciámo-nos com uma tenríssima posta mirandesa, um dos ícones da gastronomia transmontana, tal como a tradicional alheira que saboreámos no dia seguinte.

Sem qualquer dúvida, Bragança é um óptimo destino para passar uns dias muitos agradáveis com vários motivos de interesse. Tem monumentos interessantes, belas paisagens, uma gastronomia muito rica e pessoas muito calorosas e acolhedoras.

II Passeio de BTT da ARCA

Passeio BTT ARCAMais uma vez, a manhã de Domingo foi passada a dar ao pedal. Desta vez o passeio era organizado pela ARCA (Associação Cultural e Recreativa de Arcozelo), mais propriamente pelo seu grupo de amantes das duas rodas (sem motor!) os “Noddy Bike Team”. Os Noddys são uma presença notada nos diversos eventos de BTT cá do burgo, principalmente pela sua boa disposição. Agora queriam mostrar que além de bem-dispostos, também tinham jeito para organizar um passeio de qualidade. Assim, bem cedo, saímos em direcção a Barcelos. O único que me acompanhou foi o Miguelinho, embora tenham aparecido por lá vários conhecidos, como o Paulo Costa e outros mais. Devido ao frio e à perspectiva de aguaceiros, tratámos de ir bem agasalhados para evitar baixas. Tal como nós, muitos betetistas compareceram para este passeio. Deviam ser cerca de quatrocentos (pelos números que vi nos dorsais), cheios de frio e de vontade para se fazerem ao caminho.

Pouco depois das 9 horas foi dada a partida e lá fomos até às proximidades da “rotunda da bolacha” onde começaram os caminhos e a lama. Logo aí surge a primeira contrariedade: um furo. O Miguelinho, que até nem é de furar, teve um furo na roda dianteira. Com a troca de câmara de ar resolveu-se rapidamente o incidente, mas ficámos logo atrasados em relação ao “pelotão”. Até ao Penedo do Ladrão foi sempre a subir e com algumas rampas de respeito. Aí chegados, estava ultrapassada a maior dificuldade do percurso. Depois havia uma bifurcação onde se podia optar por um caminho mais curto e menos duro. Claro que eu optei pelo mais complicado! Por acaso, este foi um dos troços mais espectaculares do percurso e aquele que mais gozo me deu. Após uma entusiasmente descida, fomos recompensados com um reforço alimentar, onde não faltaram as inconfundíveis bolas de creme. Sem elas estes passeios não tinham o mesmo sabor!

Trek com muuuuita lamaSeguia-se uma nova bifurcação. Desta vez era para optar entre um percurso de 30 ou um de 50 quilómetros. Mais uma vez, optei pelo menos sensato e mandei-me para os 50. Depois de ter acompanhado o Miguelinho até à primeira bifurcação e depois de o ter reencontrado no reabastecimento, optámos por percursos diferentes. Como não o queria fazer esperar muito, fiz a segunda parte a fundo. O percurso era muito variado em termos de piso, embora a lama fosse presença quase constante. Por estrada, caminhos e carreiros, seguímos até Barca de Lago onde encontrámos o Rio Cávado. A partir daí, o trajecto acompanhou o rio muito de perto até chegar a Barcelos. Os trilhos eram espectaculares e com partes muito técnicas, mas com algumas subidas durinhas pelo meio. Quando terminei encontrei o Miguelinho pouco à minha frente na fila para lavagem das bicicletas. Elas bem precisavam. A minha tinha toneladas de lama. O “castanho sujo” já se sobrepunha ao seu azul brilhante! Ele [que até nem é de furar:)] tinha furado novamente (a mesma roda). Como recompensa, tínhamos à nossa espera um agradável churrasco onde tinha uma chouricinhas de categoria e broa a condizer.

Em suma, o tempo até se aguentou bem razoável e a organização esteve simplesmente impecável. Os trilhos eram espectaculares, sem uma dureza excessiva e estavam bem sinalizados (apesar de me ter perdido uma vez, mas foi o cansaço que me cegou). Nos cruzamentos mais problemáticos estava sempre alguém da organização ou de um grupo de escuteiros que colaborou com ela. Como tal, resta-me dar os parabéns aos Noddys que se portaram como “gente grande” e fizeram um passeio verdadeiramente espectacular. Já estou à espera do próximo!

Problema dos chapéus

Junto a uma parede encontra-se uma caixa com três chapéus castanhos e dois chapéus pretos. Em frente a essa parede são colocados três homens aos quais é colocada uma venda nos olhos. Eles encontram-se alinhados segundo uma recta perpendicular à parede, de modo que o primeiro não vê nenhum dos outros e o último consegue ver os outros dois. Ainda com os olhos vendados, é colocado um chapéu na cabeça de cada um deles.

Problema dos ChapéusDe seguida, são retiradas as vendas que os impediam de ver que chapéus lhes foram colocados. No entanto, nenhum consegue ver o próprio chapéu. Só consegue ver os chapéus dos que se encontram à sua frente. Pede-se então a cada um deles que tente adivinhar a cor do seu chapéu.

O último da fila, depois de ver os chapéus dos outros, que se encontram à sua frente, afirma: “Não sei a cor do meu chapéu.” De seguida, o homem do meio, vê o chapéu do que está à sua frente e diz exactamente a mesma coisa do anterior. Por fim, o primeiro da fila, que vê apenas a parede, diz: “Eu sei a cor do meu chapéu.” Qual é a cor do seu chapéu e como é que ele descobriu?


Solução: O homem que se encontra mais afastado da parede não pode ter visto dois chapéus pretos, senão saberia que o seu era castanho. O homem do meio não pode ter visto um chapéu preto no que estava à sua frente, senão, tendo em conta a resposta anterior, saberia que o seu era castanho. Assim, só resta uma hipótese: o chapéu do homem que se encontra mais próximo da parede só pode ser castanho.