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Volta ao Minho

O dia começou cedo e com poucas horas de sono, mas cheios de vontade para mais uma "expedição". Às 8 horas dei as primeiras pedaladas em direcção a casa do Nélson, de onde saímos pouco depois rumo à Vila do Gerês. Durante a manhã o tempo esteve fresco e sem chuva, ou seja, ideal para pedalar. Assim, andámos a bom ritmo e, por volta das 10 horas, chegámos a Santa Maria de Bouro, onde efectuámos uma pequena pausa para abastecer e esticar as pernas. Até aí as dificuldades não tinham sido muitas, mas previam-se algumas bem significativas daí para a frente. A subida até Valdozende fez-se muito bem e a descida para Rio Caldo melhor ainda. Depois de atravessar a ponte começou o primeiro grande teste. Uma longuíssima e nada meiga subida exigiu um grande esforço da nossa parte. Contudo, a inclinação do percurso, embora acentuada, era quase constante, o que permitiu imprimir um ritmo moderado mas muito regular e por volta das 11h20m já nos encontrávamos na Vila do Gerês, mais propriamente em casa da D. Judite "Espada".

Após alguns momentos de descanso, saboreámos uma revigorante refeição confeccionada pela D. Judite e servida pela Mara, que nos deu energia para a parte mais dificil da nossa "expedição". Após o almoço e mais uns instantes de descanso, arrancámos para a parte mais difícil da etapa: a interminável subida até à Portela de Leonte. Logo a seguir à Vila do Gerês, a estrada começa a serpentear pela serra acima com rampas e curvas duríssimas. A subida é longa, devendo rondar a dezena de quilómetros, e as "paredes" sucedem-se a um ritmo elevado, existindo muito poucos descansos, que além de escassos eram curtos. Depois de muito esforço, chegámos à Portela de Leonte, seguindo-se uma espectacular e vertiginosa descida até à Mata da Albergaria. Aí, bem próximos da fonteira com Espanha, entrámos num estradão em terra batida que nos levaria até Vilarinho das Furnas. Nesse caminho, sempre juntos à margem do enorme lago formado pela barragem, pedalámos velozmente por entre arvoredos e ainda deu para apreciar os aglomerados de marcos miliários exclusivos da geira romana que ligava Braga e Astorga. Foi sensivelmente nesta altura que ganhámos uma companhia que não nos largou até ao final: a chuva. Apesar de ser miudinha, ia molhando e pouco depois estávamos completamente encharcados. Seguimos então para Campo do Gerês, rumando depois a Terras de Bouro e passando ainda por Caldelas, até retomar, já perto de Prado, a estrada que tínhamos percorrido de manhã em sentido contrário. A partir daí a maior dificuldade foi o cansaço que os quilómetros acumulados iam acentuando. Por volta das 6h30m chegámos a casa do Nélson e, pouco depois, também eu já me encontrava em casa a gozar um merecido descanso e a pensar em qual será a próxima "expedição".