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Chet Baker

Chet BakerNascido em 1929, em Yale (Oklahoma), Chesney Henry Baker Jr., viria a tornar-se num dos maiores símbolos do jazz. Na década de 50, Chet Baker integrou um dos melhores grupos da época: o Gerry Mulligan Quartet. A sua forma de tocar trompete inseria-se perfeitamente num novo movimento jazzístico que acabava de surgir: o cool jazz. As suas interpretações eram caracterizadas pelo som suave e límpido, sem vibrato ou outros quaisquer efeitos. Além de trompetista, Chet também era vocalista e a sua forma de cantar era semelhante à forma de tocar trompete. Preferia dar ênfase à letra e expressão aos sentimentos do que apostar em malabarismos vocais. Nesta altura, era o elemento mais proeminente do cool jazz na Costa Oeste, fazendo frente a Miles Davis, o criador deste novo estilo, que "reinava" na Costa Este.

Chet BakerA sua crescente fama e o seu aspecto de estrela de cinema fizeram dele um dos ícones sociais e culturias da época. Apesar da carreira de sucesso que ia construindo, a vida particular de Chet era caótica. As suas relações amorosas eram problemáticas e pouco duradouras, ao contrário da sua ligação aos estupefacientes. Chet era viciado em heroína, facto que o levou várias vezes à prisão. Numa dessas detenções, em resultado de confrontos físicos, viria a perder os dentes da frente. Este acidente fez com que tivesse de passar por uma nova fase de aprendizagem, para tocar trompete usando dentadura.

Chet Baker Na música de Chet, destaca-se o tema "My Funny Valentine", cujas interpretações o lançaram para a ribalta e que ele foi modificando ao longo dos tempos. Era a sua música predilecta e interpretou-a muitas vezes e de muitas formas. Este foi apenas o tema mais destacado de uma vastíssima produção musical. Chet gravou mais de 100 álbuns, chegando a lançar cinco, ou até mais, em alguns anos. Na fase final da sua carreira, Chet Baker mudou-se para a Europa e mudou também para o fliscorne, em detrimento do trompete. Segundo muitos críticos, esta foi a melhor fase musical do artista. O timbre mais doce do fliscorne realçava ainda mais a sua forma característica de tocar. Em 1988, viria a falecer, em Amsterdão, após uma queda da varanda do hotel onde se encontrava alojado. Apesar do seu desaparecimento trágico e da sua vida desregrada, a música de Chet Baker relaxa o ouvinte e permite apreciar a beleza da simplicidade.

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