Nomes dos números
19th February 2007 por helder
Há certas coisas que noss parecem ser tão naturais que nem as questionamos. Os nomes dados aos números são uma delas. Em português e nas outras línguas latinas, esses nomes derivam da língua mãe, apresentando pequenas variações entre elas. No entanto, noutras partes do mundo, os números têm significados curiosos. Na Gronelândia, por exemplo, os numerais estão muito ligados aos dedos, não só das mãos, mas também dos pés. Cada dedo tem um nome específico que é igualmente atribuido ao numeral correspondente.
| Primeira Mão | Segunda Mão | Primeiro Pé | Segundo Pé | ||||
| 1 | atuseq | 6 | arfineq | 11 | arkaneq | 16 | arfersaneq |
| 2 | mardluk | 7 | arfineq-marluk | 12 | arkaneq-mardluk | 17 | arfersaneq-mardluk |
| 3 | pingasut | 8 | arfineq-pingasut | 13 | arkaneq-pingasut | 18 | arfersaneq-pingasut |
| 4 | sisamat | 9 | arfineq-sisamat | 14 | arkaneq-sisamat | 19 | arfersaneq-sisamat |
| 5 | tatdlimat | 10 | arfineq-tatdlimat | 15 | arkaneq-tatdlimat | 20 | arfersaneq-tatdlimat |
O numeral 10 também é chamado de qulit e o 20 é conhecido por inuk navdlugo, que significa "homem terminado". Surge então um problema: Como contar números maiores? Para isso precisam de mais dedos e como já esgotaram os de uma pessoa, juntam novas pessoas à conta. Assim, temos por exemplo:
34 inup aipagssane arkaneq-sisamat (2ª pessoa, 14)
47 inup pingajugssane arfineq-marluk (3ª pessoa, 7)
78 inup sisamagssane arfersaneq-pingasut (4ª pessoa, 18)
95 inup tatdlimagssane arkaneq-tatdlimat (5ª pessoa, 15)
Dado que a Gronelândia se encontra sob jurisdição da Dinamarca, a língua nativa tem sofrido algumas influências do dinamarquês. Contudo, os gronelandeses que não usam o Inupik (o seu dialecto) não são muito bem vistos socialmente. E com uma gramática destas, nunca lhes devem faltar as palavras! Nem precisam de contar muitos carneiros para adormecer!







