Monthly Archives: October 2006

Muitos parabéns!!!

Vitor

 
Para o mano que hoje comemora mais um aniversário, os meus parabéns e desejos de muitas felicidades!!!

No tempo desta foto ainda tinha mão nele.:)

Agora ninguém o segura!

Muitos parabéns Vitor!!!

Katie Melua

Katie_Melua - Call Off the SearchUma das vozes que mais me tem (en)cantado nos últimos anos é, sem dúvida, a de Katie Melua. Esta jovem cantora nasceu em Tbilissi, capital de Geórgia, tendo-se mudado pouco depois para Batumi, cidade costeira, nas margens do Mar Negro. Aos 8 anos voltava a mudar de cidade mas desta vez também mudou de país. Foi viver para Belfast (Irlanda do Norte) e aos 13 dá-se uma nova mudança. Desta vez vai morar para Londres tendo em vista uma carreira artística que viria a conseguir aos 19 anos, altura em que o seu primeiro album "Call Off the Search" se instalou em lugares cimeiros de vários tops europeus. Foi descoberta por um produtor num programa de detecção de talentos que há muito tempo procurava uma voz assim. Com a ajuda desse produtor, de um dia para o outro, passou de uma jovem estudante com gosto pela música para uma das mais apreciadas vozes do Reino Unido.

Katie MeluaO álbum de estreia, "Call Off the Search", lançado em Janeiro de 2004, foi uma agradável surpresa no panorama musical britânico. As músicas desse trabalho têm sonoridades características dos blues, do jazz e algumas reminiscências do folk irlandês e até de música indiana. A qualidade do primeiro trabalho criou muitas expectativas para os seguintes, mas o segundo álbum – "Piece by Piece" – lançado em Setembro de 2005, manteve as características e a qualidade do anterior. Um dos momentos mais marcantes da sua carreira ocorreu em 19 de Março de 2005, no "46664 FRANCOURT
CONCERT", promovido por Nelson Mandela, na Cidade do Cabo (África do Sul), para angariar fundos para as vítimas da SIDA em África. Nesse concerto Katie actuou em conjunto com os Queen, os seus grandes ídolos musicais. Só faltou Freddie Mercury para ter sido perfeito!

Alcalá de Henares

Percorrendo as infindáveis planícies amareladas de Castela, mesmo sem avistar os famosos moínhos de vento, chegámos à terra de Dom D. Quixote & Sancho PançaQuixote e do seu fiel companheiro, Sancho Pança. Não se sabe bem ao certo de onde eles eram, mas o seu criador, Miguel de Cervantes, era natural desta localidade e aqui viveu vários anos. Por isso, os dois aventureiros que ele criou são também filhos desta terra e isso nota-se a todo o momento. São inúmeras as referências ao duo de cavaleiros, mas a mais engraçada é, sem dúvida, a estátua de ambos, colocada em frente à casa outrora habitada por Cervantes, bem no centro da cidade.
Além da omnipresença quixoteana, Alcalá também se distingue pelas suas universidades, pricipalmente a Universidade Complutense (actualmente Universidade de Alcalá), uma das mais antigas de Espanha, que rivalizava com Salamanca em termos de prestígio. Durante séculos a cidade viveu em função da universidade, foi a primeira cidade universitária planificada enUniversidade de Alcaláquanto tal e serviu de modelo para outras, nomeadamente das colónias espanholas na América Latina. No entanto, a sua proximidade com Madrid retirou-lhe muito protagonismo e também limitou a seu crescimento.
Actualmente, é uma cidade periférica da capital, mas possui um bom ambiente socio-cultural e possui um centro histórico repleto de monumentos bem conservados. E estamos sujeitos a dar de caras com um par de cavaleiros muito peculiares em qualquer esquina. Eles estão em todo o lado!

Segóvia

Aqueduto de SegóviaSeguindo o roteiro das cidades Património da Humanidade, seguia-se a visita a Segóvia, famosa pelo seu magnífico aqueduto. Dado que não conhecia a cidade, esperava ver o afamado aqueduto e pouco mais. No entanto, a monumentalidade desta cidade excedeu todas as expectativas. Realmente, o aqueduto romano impressiona pela sua grandiosidade, mas Segóvia é muito, mas muito mais. Desde logo, a sua catedral gótica, cheia de pináculos ricamente ornamentados, sobressai pela sua dimensão e pela sua cor amarelada, contrastando com o castanho da maioria dos edifícios. Outro monumento de destaque é o "álcazar medieval", semelhante a um castelo dos contos de fadas, que foi sede do Reino de Castela. A sua privilegiada posição geográfica, situado na confluência dAlcazar de Segóviae dois rios, e a sua forma peculiar fazem com que, quando visto ao longe, se assemelhe a um grande navio. Encontra-se ainda cercado por um enorme fosso que impedia o acesso ao interior a não ser pela ponte levadiça. Do alto da sua torre podemos apreciar a cidade polvilhada de monumentos, os rios e a muralha. Nesta zona da cidade abundam algumas igrejas de média dimensão de diferentes épocas e estilos arquitectónicos.

Catedral de SegóviaA cidade não é muito grande e, no centro histórico, está interdito o trânsito automóvel, por isso, a melhor forma de visitar a cidade é a pé. Alem disso, a abundância e proximidade entre monumentos e edifícios históricos leva a constantes paragens. Outro factor que desaconselha o uso de automóvel no interior da cidade é a técnica de estacionamento dos condutores locais. Os pára-choques dos carros são rentabilizados ao máximo! São constantemente requisitados para cumprirem a sua função, o que é evidente pelo seu estado de conservação.  

Ávila

avila_muralha.jpgMuitos quilómetros e poucas curvas depois de Salamanca, avistámos Ávila. A viagem entre as duas cidades é algo maçadora, pois são apenas meia dúzia de rectas enormes que causam muita sonolência, até porque a paisagem não ajuda muito – são planícies amarelas a perder de vista e uma linha negra pelo meio (a estrada).
No entanto, Ávila impresssiona logo à chegada, não pela dimensão da cidade, mas pela grandiosidade da muralha que a cerca por completo. A muralha tem cerca de 2,5 kms e data de inícios do séc.XII. Foi feita para proteger a cidade dos Mouros que na altura dominavam o sul da Península. No entanto, estes foram empurrados cada vez mais para Sul, o que fez com que a cidade não sofresse os violentos ataques esperados aquando da construção da fortificação.
avila_cidade.jpgNum aglomerado urbano relativamente pequeno, destaca-se, pela sua importância cultural e religiosa, o Mosteiro de Santa Teresa de Ávila, religiosa natural da cidade e que nela desenvolveu a sua obra durante o séc.XVI.
Actualmente, Ávila é uma cidade de pequena-média dimensão a nível demográfico e económico. Procura rentabilizar o seu potencial turístico baseado numa monumentalidade medieval em bom estado de conservação. As ruas, maioritariamente estreitas e desniveladas, ajudam a reforçar esse aspecto histórico. A pequena dimensão e a organização urbanística da cidade facilitam bastante as visitas turísticas, que serão muito mais proveitosas e interessantes se o carro ficar fora da muralha e percorrer a cidade a pé.

Resolução do Problema de Einstein (Parte I)

Para iniciar a resolução deste problema devemos utilizar em primeiro
lugar aquelas pistas que nos dão alguma informação imediata. Assim,
utilizando as seguintes dicas:
  • Albert EinsteinO Norueguês vive na primeira casa.
  • O Norueguês vive ao lado da casa Azul.
  • O homem que vive na casa do meio bebe Leite
  • A casa Verde fica do lado esquerdo da casa Branca.
  • O homem que vive na casa Verde bebe Café.
  • O Inglês vive na casa Vermelha.
  • O homem que vive na casa Amarela fuma Dunhill.
  • O homem que cria Cavalos vive ao lado do que fuma Dunhill.

conseguimos preencher uma tabela da seguinte forma:

1ª Casa 2ª Casa 3ª Casa 4ª Casa 5ª Casa
Cor Amarela Azul Vermelha Verde Branca
Nacionalidade Norueguês Inglês
Bebida Leite Café
Cigarros Dunhill
Animal Cavalos

 

Para
chegar a este ponto bastou utilizar as pistas acima mencionadas e
algumas combinações simples entre elas. A mais elaborada foi a
seguinte: "A casa Verde fica do lado esquerdo da casa Branca", o que
obrigava a 3ª ou 4ª casa a ser verde. Por outro lado: "O homem que vive
na casa Verde bebe Café.", o que conjugado com "O homem que vive na
casa do meio bebe Leite.", faz com que a 4ª casa seja verde e,
consequentemente, a 5ª casa terá de ser branca.

No entanto,
chegamos a um ponto em que, com as pistas que temos, não podemos
preencher mais nenhuma posição com certeza de estar correcta. Aqui
começa a parte mais difícil deste problema.

Problema de Einstein
Resolução do Problema de Einstein (Parte II)

Ténis

tenis.jpgO meu desporto preferido é, de há uns anos para cá –  o ténis. Muitos acham que se trata de um desporto elitista, outros de um jogo chato, cujo único objectivo é mandar a bola para o outro campo. A segunda parte é verdade! Aquele que conseguir enviar a bola para o campo do adversário mais vezes é o que ganha. Quanto ao ser elitista, já não estou de acordo. Acho que seria mais correcto chamar-lhe um jogo cavalheiros do que elitista. Digo isto principalmente por uma razão. Por princípio, quando um jogador tem dúvidas numa decisão, julga contra si. Ou seja, aquele que ficar na dúvida atribui o ponto ao adversário e caberá a este rejeitar se tiver a certeza que o oponente está enganado.Além disso, se perdemos é porque o adversário foi melhor. Não há lugar a desculpas nem a factores condicionantes do jogo. O campo é o mesmo para os dois, o tempo também e não temos os colegas, que nos podem salvar a pele em caso de um erro nosso, ou nos podem tramar quando são eles a errar. O ponto mais negativo do ténis é o facto de ser muito difícil jogar bem para um amador. Trata-se de um desporto que exige uma grande coordenação técnica e motora, que leva alguns anos a desenvolver. Mais importante ainda é, muitas vezes, a componente psicológica. Quando estamos a jogar ténis, temos de esquecer tudo o resto, ou então muito dificilmente faremos um bom jogo. O facto de ser essencialmente um jogo de erros (pelo menos no nível em que estou), obriga a uma enrme concentração para errar o menos possível.

tenis2.jpgPor isso, não é de estranhar a incoerência dos resultados. É perfeitamente normal deixar o adversário em branco num set e, no set seguinte, sermos nós a ficar em branco. A aliança entre a concentração e alguma sorte faz com que joguemos a um bom nível. Se, pelo contrário, não estamos muito concentrados e com algum azar, então parece que nunca tínhamos jogado ténis antes. Esta influência dos humores no jogo torna-o altamente imprevisível e, por isso mesmo, mais interessante. A acrescentar a isto, é necessária uma boa condição física para aguentar um jogo de ténis, mesmo que este não se prolongue por várias horas, como acontece com os profissionais.

Pela exigência de um bom nível técnico, físico e psicológico, acho que o ténis é um desporto muito exigente mas muito recomendável. Além disso, é pouco propenso a lesões (pelo menos a nível amador). Por tudo isto é o meu desporto de eleição e só tenho pena que não existam mais locais de prática e mais jogadores, porque isso iria aumentar o interesse por este desporto e descentralizar a cultura monodesportiva do país.